A política não se deve (ou deveria) tratar de um jogo de interesses no qual apenas participam um círculo limitado de pessoas. A política trata-se acima de tudo de uma ciência social que é construída sobre ideais e ideias para a governação.
Os fluxos ideológicos, nos quais assentam a maior parte dos partidos, já apresentam bastante antiguidade e a sua aplicação não se adequa os tempos que vivemos. Como agravante, a história relata que a implementação de muitos desses modelos fora um fracasso, porem, esses fluxos ideológicos, muitas vezes não passa de ser uma fachada ou uma imagem de marketing, sendo que a verdadeira ideologia dos partidos políticos é o reflexo e as ideias dos seus líderes.
A falta de credibilidade na política não se limita a falta de credibilidade nos políticos, o outro factor é a pobreza de ideais no seio dos partidos que não se adequam ao tempo em que vivemos, existindo sim, uma entropia de ideias e de contra-argumentação que não cativa o envolvimento das pessoas na vida política.
Seria importante o surgimento de novos fluxos ideológicos, que complementassem os já existentes, preenchendo as lacunas neles existentes e adequando-os a população do século XXI. O mais importante visar um desenvolvimento sustentável e minimizar os problemas sociais. Claro que a mutação demográfica será um dos principais problemas que os governantes estatais devem ter em conta, pois a Europa está a envelhecer e a sustentabilidade dos sistemas de segurança social estão postos em causa.








