EV1 Tentativa de revolução

31 03 2009

 

ev11

 

A GM lançou em 1996 EV1, que foi o primeiro automóvel eléctrico a ser produzido em série. Este modelo apresentava performances equivalentes a um modelo a gasolina de média-alta cilindrada e autonomia para percorrer mais de 100Km. Em relação aos modelos de combustão interna, os automóveis eléctricos são silenciosos, de barata manutenção e amigos do ambiente (emissões 0%).

 

O EV1 foi apenas comercializado na Califórnia nos EUA, sendo que estes modelos não eram vendidos mas sim alugados. Mas em 2006 a GM simplesmente não renovou os contratos de aluguer, recolheu todos os EV1 e destruí-os.

 

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Agora pergunto-me, porquê o fim do EV1? Porquê não se expandiu o projecto? Tudo indica que se trate de Lobbies do Petróleo.

 

Site: Who Killed the electric car?





Como diminuir a factura da electricidade (parte 2)

28 03 2009

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Na primeira parte deste tópico foi explicado como diminuir o custo da factura eléctrica escolhendo uma correcta potência contratada (ver aqui). Contudo, em termos de tarifário, não só podemos escolher a potência contratada, como podemos optar por tarifário simples ou tarifário bi-horário. O tarifário bi-horário tem custo reduzido de electricidade durante as horas de vazio (horas de baixo consumo). Por outro lado, a escolha deste tarifário tem um acréscimo de custo mensal de pouco mais de 2€.

 

Quais são as vantagens do tarifário bi-horário? Como em todos os artigos de poupança energética deste blog, temos vantagens ambientais e vantagens económicas. Em termos de produção de electricidade durante as horas de vazio, recorre-se essencialmente as energias renováveis e centrais térmicas de ciclo combinado (de alto rendimento térmico), assim a emissão de CO2/KWh é mais reduzida. Por outro lado o custo o custo da electricidade durante as horas de vazio é de 0.0663€/KWh contra os 0.1211€/KWh do horário simples.

 

Como tirar partida do tarifário bi-horário? Como tenho vindo a referenciar, a problemática energética está em parte associada aos maus hábitos energéticos e a falta de educação energética. A forma mais fácil de optimizar este tipo de tarifário passara por consumir mais energia durante as horas de vazio, ou seja nos períodos nocturnos e fim-de-semana. Por exemplo, colocar a máquina da louça a lavar a partir da meia-noite; colocar a máquina da roupa a lavar durante o fim-de-semana; ligar o termoacumulador (cilindro de aquecimento da água) das 5 as 7 horas da manha, de modo a ter água quente para o banho matinal.

 

Ainda coloco o desafio mais alto! Porque não colocar os nossos automóveis eléctricos a carregar no período nocturno?

 

Consulte mais pormenores no site da EDP (aqui)





O ensino superior

26 03 2009

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O ensino superior apresenta vários problemas, os quais tem-se vindo a arrastar e agravar com o passar dos anos. Não são as propinas ou o tratado de Bolonha os principais problemas nestas instituições de ensino. Os problemas maiores são a falta de futuro profissional dos recém-licenciados e a falta de apoio social.

Na minha opinião, deveria haver uma maior preocupação em adequar os cursos ao mercado de trabalho, pois não faz sentido “tirar licenciaturas de desemprego”. Não é muito fácil prognosticar as vagas em função de um mercado de trabalho instável, mas existem determinadas áreas que estão saturadas.

Como anteriormente referi as propinas não são por si um problema, o problema é a lentidão dos serviços sociais universitários e os pequenos valores atribuídos de bolsas. Na minha opinião, as universidades deveriam ser auto-financiadas pelas propinas, o estado interviria no apoio aos alunos através da atribuição de bolsas e financiaria os estabelecimentos de ensino superior, mediante projectos e estudos de interesse público. Por exemplo, porque que os estudos para a instalação do novo aeroporto na Ota foram efectuados por empresas privadas e não por instituições de Ensino Superior? Assim pelo menos os milhões de euros gastos no projecto teriam sido aplicados em parte para potenciar estas instituições.





Armazenamento de frio

25 03 2009

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Este post não está relacionado com frigoríficos nem congeladores, mas sim com armazenamento de frio para climatização. O armazenamento de frio consiste em produzir e armazenar frio durante o horário nocturno aportando vantagens a nível económico e ambiental. O armazenamento de frio apresenta basicamente três vantagens: necessidade de uma menor potência contratada, menor potência no equipamento de frio e maior consumo de energia em tarifário reduzido (horas de vazio).

 Existem três formas diferentes para armazenar frio: Tanques de água fria estratificada, bancos de gelo e sais eutéticos. Estes apresentam características diferentes em termos de dimensão, custo e rendimento do equipamento de frio. Por outro lado existem várias estratégias de armazenamento, devendo sempre procurar optimizar o custo final mediante as poupanças em potência contratada, potência do equipamento e consumo de energia.

O armazenamento de frio, destina-se sobretudo para grandes superfícies comerciais, grandes escritórios e fábricas climatizadas, a nível doméstico não se justifica o recurso a este tipo de tecnologias. Os benefícios não são apenas a nível económico, com também são a nível ambiental, pois a diminuição de picos de potência, associada a um maior consumo de energia em horas de vazio, reflectir-se-á numa diminuição de emissão de CO2.





Automóvel por 1500€

23 03 2009

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Foi hoje lançado na Índia o Tata Nano, um veículo que visa revolucionar o mercado, pois este automóvel de 4 lugares vai ser comercializado na Índia por algo menos de 1.500€. O conceito “low-cost” foi levado ao extremo. Contudo são apontadas, por alguns críticos do sector, várias falhas a nível de segurança e inclusive de concepção.

 

Em termos mecânicos, o Nano está equipado com um motor bi-cilindrico a gasolina com 624cc, capaz de debitar 33cv. O grande trunfo deste motor é o consumo, 3,3L/100Km. As performances, essas são paupérrimas, pois o Nano atinge uma velocidade máxima de 105Km/h e demora 19 segundos para atingir os 70Km/h.

 

Na minha opinião este não é o tipo de veículo que se adaptará as necessidades da população, contudo a Tata lança um desafio, porquê um automóvel para este sector custa cerca de 10.000€? Como já defendi o sector automóvel segue um rumo errado, o elevado preço dos automóveis aliado a falta de inovação são duas das principais causas de estagnação do sector.

 

Podem ver mais artigos relacionados:

 

Automóvel do século XXI

Crise no sector automóvel





Os Jovens e a Política

22 03 2009

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Actualmente existe entre os jovens um clima de apatia em relação a Politica. Este panorama é criado pelos fracos resultados macroeconómicos, pela dificuldade em resolver questões sociais, pelo constante “show-off” político, pela chamada política dos 4 anos, entre outros. Contudo será o papel de indiferença, de abstenção eleitoral a posição da política dos jovens? A minha resposta é não! Os jovens tem voz na sociedade, devem participar activamente na vida politica, devem alertar para os problemas, serem críticos e sobretudo apresentarem soluções!

 

Na minha óptica, os jovens devem ter uma visão mais ampla, mais a longo prazo, garantir a sustentabilidade do planeta, criar condições para podermos ter qualidade de vida para nós e futuras gerações. O facto de eu falar muito no blog de energia não é por casualidade, se não forem tomadas as correctas acções nesta área, teremos uma crise energética sem precedentes (pior da que a de 1973 ou a do ano passado), associadas a problemas ambientais gravíssimos (ver aqui).





Como diminuir a factura da electricidade (parte 1)

20 03 2009

 

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Quando pagamos a conta da electricidade, estamos a pagar duas coisas: a energia consumida e a potência contratada. Quanto a energia consumida, ao longo do blog, existem várias dicas para diminuir a factura (frigorífico, iluminação, consumos em stand-by, entre outros). Contudo pagamos outra parcela, a potência contratada! Mas afinal o que é a potência contratada? A potência contratada limita o consumo instantâneo, cortando a electricidade quando excedemos esse limite.

 

Ao reduzir a potência contratada, não só diminuir a factura a pagar, também é poupar o meio ambiente. Quando solicitamos muita potência a rede, o valor extra de energia é fornecida através de uma fonte de energia não renovável (combustíveis fosseis).

 

Na minha opinião, em todas as casas com agregados familiares de pequena e média dimensão, a potências de 3.45KW é suficiente! Contudo é importante saber utilizar os vários dispositivos, de modo ao disjuntor (aparelho que limita os consumos instantâneos) não “dispare”. Para isso deveremos ter em atenção em não ligar simultaneamente aparelhos de elevado consumo (máquina de lavar roupa, máquina de lavar louça, aquecedores eléctricos, fornos eléctricos…). Com 3,45KW, poderemos ligar até 2 dispositivos de elevado consumo e alguns de baixo/médio.

 

Outro modo de diminuirmos a factura de electricidade é contratar um tarifário bi-horário, tendo um custo reduzido de electricidade em horas de vazio. Deixarei esse tema para outro tópico neste blog.