A indiferença dos jovens

10 06 2009

A indiferença dos jovens

Cada vez mais assistimos ao afastamento dos jovens do associativismo e da vida política. É verdade que algumas pessoas que fazem parte de algumas associações culturais, sociais e políticas, pouco ou nada dignificam a imagem das mesmas. Contudo é incorrecto associar a imagem dessas associações à de alguns “dirigentes mafiosos”, esquecendo os ideais e objectivos da criação dessas associações.

No passado dia 7 de Junho, fui convocado para fazer parte duma mesa de voto em Vila Praia de Ancora, onde assisti em primeira pessoa a elevada abstenção dos mais jovens, nas eleições para o parlamento europeu. Essa postura mostra a posição de indiferença dos jovens perante a importância do parlamento europeu e não perante as forças partidárias. A forma de mostrar que não nos identificamos com nenhum dos partidos é votar em branco.

Na minha opinião, é importante que os jovens tenham uma postura activa, crítica na vertente construtiva, defender os próprios ideais e participar activamente na vida democrática. A postura do “deixa andar”, o criticar de forma destrutiva e por vezes pouco fundamentada as forças políticas e membros das mesmas nada resolve.


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13 06 2009
João Oliveira

É sem dúvida um tema preocupante, já que estamos a falar de uma das grandes conquistas da democracia, a possibilidade de exercer o direito de voto livre. Hoje em dia ainda há muitos países espalhados pelo mundo que não têm este direito adquirido e onde há facções de população que lutam incessantemente por esta e por outras liberdades. Como será que olham, estas pessoas, para a abstenção nos países plenamente democráticos como é o caso dos países da Comunidade Europeia. Eu diria que se aplica na perfeição a expressão: “Deus dá as nozes a quem não tem dentes!”.
A verdade é que os jovens de hoje nasceram já com este bem adquirido, e no entanto alheiam-se de o cumprir. e porquê?
Penso que é nesta questão que os políticos se deveriam centrar mais, pois são eles que, pelo seu lado, lutam pelos votos e parece que lutam contra a abstenção. Será que os jovens não têm a devida consciência que vivemos numa sociedade em que todos tem a sua palavra, ou por outro lado, acham que a sua palavra não vale, em verdade, tanto como a de outros? Ou será que não se revêm nos dirigentes que estão encarregados nos destinos do país? Ou ainda, será que não confiam nas renovadas promessas campanha após campanha?
Diz uma canção que todos conhecem: “O povo é quem mais ordena”, pode-se então dizer, a maioria do povo é quem mais ordena, e neste caso, a maioria da população portuguesa não pôs os pés numa assembleia de voto para votar, então, a resposta aos motivos destas pessoas, é a resposta que deveria preocupar os dirigentes e pô-los a pensar ou repensar a política dos dias de hoje.

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