Solar Fotovoltaica

25 07 2009

Solar Fotovoltáica

No artigo a origem da energia, tinha referido 4 fontes de energia primárias, sendo a energia solar uma das mais exploradas. Se lerem o artigo anteriormente referido, verificarão que a energia eólica e a hídrica tem por base a energia solar. A captação de energia através de painéis, representa a mais pequena fatia de aproveitamento de energia solar.

Durante o período do verão, temos maior incidência de radiação solar e durante um maior período de tempo. Em contrapartida o somatório da energia solar (directa+hídrica e eólica) obtida nesta estação do ano é inferior ao das outras estações do ano. Afinal qual é o problema?

Durante o período de inverno as condições climatéricas são favoráveis para a chuva e para o vento (energia solar indirecta), porem os períodos de insolação são reduzidos e a incidência dos raios solares são menos perpendiculares a superfície terrestre. No verão a menor precipitação e o vento incide com menor força, mas em contrapartida temos longos períodos de insolação e uma incidência menos oblíqua dos raios solares. Neste panorama, uma aposta forte em energia solar fotovoltaica poderá trazer um equilíbrio na produção de energia renovável durante as várias estações do ano. Outra vantagem é o facto da energia solar fotovoltaica produzir energia durante as horas de maior consumo, ao contrário da energia eólica que não é tão previsível.





Um pequeno passo para o automóvel eléctrico

20 07 2009

Um pequeno passo para o automóvel eléctrico.

No dia em que se celebram os 40 anos da chegada do homem a lua, foi assinado um acordo que visa a instalação de uma fábrica de baterias para automóveis eléctricos da marca Nissan em Portugal. Este pequeno passo poderá simbolizar o salto para a massificação deste tipo de veículos. Os veículos eléctricos, representam uma diminuição energética do petróleo e também surge como uma solução mais amiga do ambiente.

A ida do homem a lua ainda hoje está envolvida de polémica, muitos são os que duvidam que Neil Armstrong, dê-se esse pequeno passo. O que não há dúvidas, é que essa efeméride não representou nenhum salto para a humanidade, nem um simples pulo. Mas afinal o que tem que ver a ida do homem a Lua com o automóvel eléctrico?

A Guerra fria alimentou o curioso e polémico episódio, a necessidade de mostrar poder pressionou a ida do homem a lua. Essa guerra já faz parte do passado, contudo, nos dias de hoje a guerra é outra, a guerra do petróleo! Esta guerra envolve os países produtores de petróleo com outros países que querem dominar e controlar o mercado do ouro negro. A massificação do automóvel eléctrico representa um obstáculo para os lobbies do petróleo.

O surgimento de soluções sérias para combater o efeito de estufa e colateralmente a dependência do petróleo, já fracassaram no passado, lembram-se do EV1? Esperemos que a história não se volte a repetir e que 20 de Julho seja apenas associado a um único episódio polémico.





Os preços dos combustíveis?

19 07 2009

ISP

Mais de metade daquilo que pagamos pela gasolina e gasóleo em Portugal vai para os cofres do Estado. Os combustíveis tem um preço base ao qual é acrescido um valor, ISP (imposto sobre produtos petrolíferos) e subsequentemente a esse somatório é adicionada a taxa do IVA (20%).

Os valores a pagar de ISP são elevados e carecem de sentido lógico e ecológico. Por cada litro de gasolina 95 pagamos 0.583€ enquanto pelo gasóleo pagamos 0.364€. Mas afinal qual é a lógica da gasolina pagar um valor tão elevado de ISP? Não tenho a resposta para essa pergunta…

O imposto automóvel tem vindo a ser reformulado no sentido de penalizar mais os automóveis mais poluentes, incentivando a compra de automóveis amigos do ambiente. Sendo esta uma medida plausível porque não aplicar o mesmo conceito aos combustíveis?

Da queima de cada litro de gasolina são emitidas 2.3Kg/litro. No caso do gasóleo, esse valor ascende aos 2.7Kg/litro. Por está lógica, faz todo o sentido a gasolina pagar menos ISP que o gasóleo.

Mas quais são os ganhos de descer o ISP da gasolina e adequa-lo a uma componente ambiental? Primeiro é uma iniciativa que visa a adequação deste imposto a necessidade de cumprir o protocolo de Quioto.  Por outro lado é um incentivo a compra de automóveis híbridos (gasolina+ eléctrico) menos poluentes que as ofertas homologas a Diesel. Por último, aproximar o preço da gasolina aos preços praticados na vizinha Espanha, pode reactivar o negócio nos postos de abastecimento próximos a fronteira.





Habitação para todos?

16 07 2009

Habitação para todos

O mercado imobiliário foi um negócio altamente rentável nos últimos anos. A elevada especulação imobiliária, inflacionou os preços da habitação de uma forma absurda, dando elevadas rentabilidades, para aqueles que viviam da transacção de imóveis.

Actualmente a habitação atingiu um preço de tal forma elevado, chegando a um ponto de saturação. Assim sendo, o negócio de comprar apartamentos e vender passados alguns anos, deixou de ser tão rentável. Mas afinal que restou então deste negócio sem sentido? Dificuldades aqueles que querem aceder a uma casa pelos elevados preços.

A culpa do elevado preço da vivenda foi causada pela própria evolução da economia, pela banca, pelas ilegalidades do mercado imobiliário e pela falta/inconsistência de legislação em termos de habitação.

No findar do século XX assistimos a uma descida das taxas de referência. As taxas reduzidas são convidativas para o acesso ao crédito. A banca não tardou muito “atacar” o consumidor, com fortes campanhas de marketing para vender os chamados “créditos habitação”, que possibilitam pagar um imóvel num longo prazo, possibilitando também elevadas rentabilidades aos bancos. Se hoje em dia é uma prática comum recorrer aos créditos habitação, a 30 anos a trás poucos recorriam ao crédito.

O elevado endividamento, causado em grande parte pelos créditos habitação, conjugado com a saturação do preço dos imóveis. Foram um dos grandes causadores da crise e do abrandamento da construção.

Outra prática comum é a compra de imóveis com o intuito de alugar a estudantes ou turistas (dependendo da localização). O problema é que a maior parte desses alugueres é feito de uma forma ilegal (daí ter falado de ilegalidades no mercado imobiliário).

A meu ver não é nada benéfico que determinadas pessoas possam ter várias casas com o intuito de não as habitar ou alugar de forma ilegal. Uma possível solução seria um agravamento do IMI (antiga contribuição autárquica), em função do número de imóveis desabitados. Esta medida poderá potenciar o aluguer ou venda desses imóveis, aumentando a oferta e pressionando os preços para descer. Também seria interessante regulamentar os preços deste mercado para evitar que a especulação inflacione os mesmos.





O sentido da música (Michael Jackson)

13 07 2009

O homem no espelho (man in the mirror), a letra desta música, retrata o egoísmo do Homem, ignorarando a sua envolvente. A fome e a guerra existiam em 1987, quando Michael Jackson lançou esta música e este videoclip. Estamos em 2009 e esta ignorância e egoísmo persiste no Homem.

Michael! Michael! Eles não ligam para a gente! Foi em 1995 nas favelas do Rio de Janeiro, que o rei do Pop gravou este videoclip. A letra da música trazia uma mensagem forte, incidindo sobretudo no ódio que reinava nos homens, especialmente aqueles mais poderosos.

Actualmente o meio-ambeinte e o aquecimento global passaram a ser uma das grandes preocupações da comunidade internacional. Já em 1995 Michael Jackson passava a mensagem da má gestão dos recursos naturais, do desrespeito pela natureza, dos animais, da fauna e inclusive dos próprios Homens.





Microgeração

9 07 2009

Microgeração

A microgeração consiste em produzir energia em pequenas quantidades, podendo está ser utilizada para fins domésticos ou para vender a rede por exemplo. Normalmente o termo microgeração é aplicado a instalações de painéis solares fotovoltaicos ou um sistema microeólico.

A microgeração é um investimento seguro, pois estes equipamentos têm uma vida útil de cerca de 20 anos, com uma manutenção reduzida. O retorno do capital investido, é efectuado ao fim de 6 a 9 anos. Outra vantagem é a bonificação em termos de IRS na aquisição deste tipo de equipamentos.

Para poder “vender” electricidade obtida através da microgeração a EDP, temos que cumprir os seguintes requisitos: ter já instalado um sistema solar para aquecimento de águas sanitárias; a potência de ligação dos equipamentos de microgeração pode ir até 5,75kW; A potência instalada dos equipamentos de microgeração não pode exceder 50% da potência contratada.

Para quem não tiver disponibilidade económica para o investimento inicial requerido, poderá recorrer a um crédito com uma prestação próxima as poupanças previstas na factura energética. Com esta solução, ao fim de cerca de 10 anos, começa-se a pagar menos pela energia, sendo que durante esse período conseguiu-se poupar várias toneladas de emissões de gases poluentes para a atmosfera.

Artigos relacionados:

Microgeração EDP

Energia Solar – Aquecimento de águas sanitárias





Automóvel eléctrico, ilusão ou realidade?

7 07 2009

Automóvel eléctrico ilusão ou realidade

Em Portugal já foram dados os primeiros passos e em 2010 teremos 21 postos de abastecimento para automóveis eléctricos. Paralelamente foi aprovada a isenção de imposto de circulação, assim como a contemplação de benefícios fiscais no IRS na compra de um automóvel eléctrico.

Será que este conjunto de medidas, vão representar o início da implementação do veículo eléctrico em Portugal?

Não, pois ainda não existe o mais importante, veículos eléctricos a venda no mercado. Esta medida já não ira depender de iniciativas do governo português, mas sim das estratégias adoptadas pelos principais construtores de automóveis.

Europa e Japão são dos principais construtores de automóveis, mas também são dos maiores importadores de petróleo. Por isso faz todo o sentido, que as politicas desses países incentive e “pressione” ao desenvolvimento e a massificação dos veículos eléctricos.

Artigos relacionados:

O automóvel eléctrico

EV1 Tentativa de revolução