Gasolina Vs Diesel

31 10 2009

Gasolina Vs Diesel

No artigo preços dos combustíveis, defendi neste blog a adequação do preço dos impostos aos combustíveis a componente ambiental, que iria implicar na descida do preço da gasolina, pois o valor praticado de ISP para este produto, é avultado e desproporcionado.

O alto preço da gasolina está a causar uma “dieselização” do nosso parque automóvel e actualmente o consumo de gasóleo supera o consumo da gasolina. Este fenómeno, já se verificava mesmo antes de entrar em massa no mercado versões turbodiesel de baixa cilindrada (ver power-point aqui).

Mas algo de errado está acontecer… sempre soube que da refinação do petróleo, obtém-se mais gasolina que gasóleo (fonte). Mas afinal o que é feito a essa gasolina em excesso? Fontes não oficiais da Galp informaram-me que essa gasolina é vendida a preço reduzido aos EUA.

Para quem leu a totalidade dos artigos, certamente concordará que faz todo o sentido diminuir o ISP da gasolina a prol da redução de emissões de CO2 para a atmosfera. Também é de salientar, que é pena que os construtores de automóveis, não apostassem tão forte no desenvolvimento dos motores a gasolina, como fizeram nos diesel, seria sem dúvidas mais um incentivo para manter o equilíbrio na balança de consumo gasolina/gasóleo.

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350

25 10 2009

350 ambiente

Este número representa uma ambiciosa meta proposta por cientistas e ambientalistas para evitar os efeitos irreversíveis do aquecimento global. Uma concentração de CO2 de 350 ppm (partes por milhão) é a meta a atingir!

No passado dia 24 de Outubro, fez-se uma iniciativa a nível global, pela organização 350 (ver site aqui), para divulgar esse número 350. Cá em Portugal foram feitas duas grandes iniciativas: uma em Lisboa no padrão dos descobrimentos e outra em Gaia na ponte D. Luís. Afortunadamente esta mensagem passou nos principais meios de comunicação social, contudo o poucas pessoas sabem o significado desse número e os efeitos se o mesmo for ultrapassado.

Na minha opinião, se os cientistas que chegaram a esse número têm a razão, estamos numa situação desfavorável. Actualmente o valor de concentração de CO2 na atmosfera ultrapassa os 390 ppm e o ritmo de crescimento é superior a 2 ppm/ano com uma tendência ligeiramente crescente. O corte drástico nas emissões de CO2 num curto espaço de tempo também é um cenário pouco provável… a dependência dos combustíveis fósseis é de tal forma elevada que tal cenário seria de todo impossível. Ainda há o agravante das economias emergentes, que para o seu desenvolvimento, estão a emitir CO2 de uma forma crescente.

Claro que sou a favor de encontrar soluções a nível global! Chegar a acordos sobre o mercado de carbono, redefinir cotas de carbono e aplicar sanções económicas aos incumpridores é fundamental. Também é importante que as medidas abranjam todas as nações especialmente os mais poluentes ou os que possam vir a sê-lo. Actualmente, os 3 países que são os maiores emissores de CO2, não ratificaram o protocolo de Quioto que são os EUA, Rússia e China.

Como nota de conclusão, a meta 350 é praticamente impossível, os efeitos do aquecimento global já se sentem em alguns pontos do planeta, nomeadamente nos pólos onde o degelo é uma realidade. Por último, deixo o link para um artigo que escrevi sobre a realidade do aquecimento global (aqui).

350 Gaia





Trocar submarinos por armas?

17 10 2009

Trocar submarinos por armas

Esta foi a proposta que fez Almeida Santos, presidente do partido socialista… Estranho não? Quando ouvi esta notícia no rádio, fiquei pasmado! Disse mesmo armas? Ou diria mais apoio social ou investimento a prol da equidade, valores defendidos pelo partido socialista? Não disse mesmo armas para equipar a Marinha de modo a desempenhar as suas funções de fiscalização.

Na minha opinião é absurdo seguir o conselho proposto por Almeida Santos. Por outro lado, o Almirante Melo Gomes, Comandante da marinha, partilha a opinião que os dois submarinos são imprescindíveis para a Marinha.

Portugal tem a 10ª maior região económica exclusiva do mundo e a 3ª maior de Europa. O impacto económico de uma correcta gestão da nossa região marítima poderá ser uma mais-valia, mas para isso, também é importante a fiscalização e ai é que entra o papel relevante dos submarinos. Os submarinos podem monitorizar a partir do fundo as actividades ali correntes, nomeadamente controlar as actividades ilícitas como o tráfico de droga por exemplo.

A meu ver é de suma importância a gestão sustentável de todos os recursos naturais, assim como o combate a actividades ilícitas. Neste contexto, os submarinos podem ter um papel relevante, nomeadamente na fiscalização.

E pena que em Portugal se faça politica de casos e pouca politica a prol do interesse comum. Também e lastimável a fuga de milhões de euros da aquisição dos submarinos…





Os Jovens e o emprego

14 10 2009

Os Jovens e o emprego

O fantasma do desemprego abrange todas as faixas etárias, contudo a os jovens e sobretudo os recém licenciados, são aqueles que encontram maiores dificuldades. Este artigo não surge como um desabafo pessoal, pois afortunadamente nunca tive problemas em termos de empregabilidade, mas não deixo de ser solidário perante milhares de jovens que tem dificuldades em inserir-se com dignidade no mundo laboral.

Muitas pessoas tentam incumbir a falta de emprego aos governos, é verdade que estes tem um papel importante nesta matéria, mas na minha óptica, a origem da maior parte do problema está noutro sítio:

A globalização descontrolada. Este é sem dúvidas o maior causador de desemprego nos países desenvolvidos. Como várias vezes frisei não sou contra o mercado global ou o fenómeno da globalização, contudo acho que deveria haver uma mais justiça neste mercado, para lutar contra uma concorrência desigual. Nas chamadas economias emergentes, possibilitam o trabalho precário, com reduzidos ordenados, sem condições de segurança e com horários de trabalho desproporcionados. Nestas condições consegue-se reduzir os custos de fabricação a custa de espremer o trabalhador, e isso reflecte-se no preço final dos produtos.

A questão do mercado global, provocou dois efeitos negativos em Portugal?

  1. A descentralização das fábricas para as economias emergentes. Sendo que Portugal, depende fortemente do investimento exterior, nomeadamente da implementação de indústria, a descentralização desse investimento terá um forte impacto nos números do emprego.
  1. A entrada de produtos provenientes das economias emergentes, com reduzidos preços a custa da exploração laboral e pelo desrespeito ao meio-ambiente. A dificuldade dos produtos “made in Portugal” tem para concorrer com os reduzidos preços dos produtos provenientes das economias emergentes, forçam o encerramento da pouca indústria existente em Portugal, sendo que a têxtil é das mais afectadas.

Neste ambiente, a sobrevivência da indústria em Portugal é difícil. Para as empresas poderem sobreviver, tem que apostar na contenção de custos e na inovação.

Os jovens são os mais afectados, pois para entrar no mundo do trabalho, tem dificuldade em arranjar colocação pela falta de oferta. Para agravar a situação, estando a maioria das empresas em contenção de custos, as condições de trabalho não são as melhores e em alguns casos estão fora da lei.

Ordenados reduzidos e pesados horários de trabalho reinam no mundo dos jovens licenciados. Para inverter a tendência, é necessário apostar na regulamentação e controlo do mercado global.





Sinais de debilidade na democracia

7 10 2009

sinais de debilidade na democracia

Passados 35 anos da revolução de 25 de Abril, a democracia livre começa a dar sinais de fraqueza. A abstenção é o mais claro sinal pelo desinteresse pela governação por parte dos portugueses. Abstenção não é sinal de inconformismo perante as várias forças partidárias é um sinal de inconformismo perante o modelo democrático representativo vigente. Este facto é preocupante, assim como o facto de varias pessoas, especialmente jovens, defenderem a instalação de um regime autoritário e perder o direito de liberdade de expressão, ou de participar na vida política de uma forma activa.

Se as gerações mais antigas lutaram por ter o direito a votar de uma forma livre, nós jovens, não poderemos deixar cair por terra este esforço. Votar é essencial, mesmo que seja em branco, mas abstermo-nos ou deixar passar de lado é abrir o caminho para a ditadura e regredir para o passado e ai sim! Daremos o verdadeiro valor ao voto e a possibilidade de escolher os nossos governantes.

Claro que no papel de jovem político e candidato a assembleia de freguesia, sou ciente dos motivos da abstenção. Esta deve-se basicamente a imagem negativa dos políticos estereotipada pela nossa sociedade. Mas na realidade, o problema centra-se na má qualidade de vários políticos, que com as suas politicas dominadas por jogos de interesses e lobbies, tem denegrido a imagem da classe política. Por exemplo, falando agora nas autarquias, são conhecidos vários casos de corrupção e de jogos sujos na política local. Estes são sempre notícias de realce nos meios de comunicação social, mas será que a politica está assim tão mal? Claro que não, na realidade existem mais 300 concelhos em Portugal e existem meia dúzia de casos de governação duvidosa. Mas mesmo assim, podemos mediante o voto expulsar esses governantes. Não é com a abstenção que tiramos pessoas do poder.

Mas a imagem negativa que se criou e extrapolou para todos os políticos não é a única causa da abstenção. Outro problema é a falta de formação das pessoas acerca do funcionamento do modelo democrático representativo. Eu pessoalmente não tive formação na escola de como funcionavam os vários órgãos governamentais, quais são as suas funcionalidades, poderes e qual é a importância do voto. Também não existe formação acerca de fluxos ideológicos que estiveram na origem dos partidos, apesar que a dia de hoje pouco ou nada se mantenham.

Acho que é essencial apostar nessa formação para termos jovens que possam dar um novo pulmão a democracia.

Viva a liberdade!

Viva a democracia!





Mobilidade para o futuro

4 10 2009

Mobilidade para o futuro

Actualmente o sector dos transportes é o que mais depende da energia proveniente do petróleo. Porem, motivos económicos e ambientais pressionam no sentido de diminuir drasticamente o consumo de combustíveis fósseis. Contudo, se olharmos atentamente para este sector, deparamo-nos com um atraso significativo em encontrar soluções que possam diminuir o consumo de derivados de petróleo, de forma significativa.

Um aumento drástico no preço dos combustíveis originaria uma crise económica sem precedentes. Os transportes rodoviários, aéreos e marítimos que funcionam apenas recorrendo a queima do petróleo seriam os mais afectados. O abastecimento de bens alimentares seria posto em causa, os transportes públicos tornar-se-ão insustentáveis, a pesca seria seriamente afectada e inclusive, as rotineiras deslocações trabalho-casa poderão transformar-se numa despesa insustentável para muitos…

Todos sabem que este aumento brutal do preço do petróleo vai acontecer. Por outro lado, ninguém pode prever quando é que isto vai acontecer (os mais pessimistas apontam para 10 anos e os mais optimistas para 50 anos). Outro dado adquirido é que não estamos preparados para este impacto e que os esforços no sentido de diminuir o consumo do petróleo a nível global são insuficientes pois o consumo continua a aumentar. Mas que soluções nos restam? Que podemos fazer no sentido de garantir a mobilidade na ausência do petróleo barato?

A meu ver, temos que investir uma série de iniciativas, que sim, possam potenciar a descida do consumo de combustíveis fósseis. Se anteriormente referi que os transportes rodoviários, marítimos e aéreos seriam os mais afectados, ficou um por referenciar, o ferroviário. Reactivando e reabilitando os nossos caminhos-de-ferro, mediante uma electrificação de toda a linha entre outras medidas, poderemos ter um transporte que não dependa directamente do petróleo. Um meio de transporte que será difícil encontrar alternativas é o aéreo, contudo, poderemos descongestionar este transporte, desviando para o ferroviário de alta velocidade em percursos menos longos. Alternativas para o transporte marítimo também não serão fáceis, contudo sempre podemos regredir para a utilização da vela, sendo uma solução viável para embarcações mais pequenas e para a actividade piscatória. Outra solução para o transporte marítimo, poderá passar pela propulsão híbrida recorrendo a painéis solares… Por último deixo o rodoviário, o transporte mais vulgar e utilizado. A meu ver existem as seguintes alternativas: O automóvel eléctrico e o automóvel híbrido (motor de combustão interna a biocombustível + eléctrico), deixaria de parte o hidrogénio, pois poderá ser viável em determinadas regiões mas as dificuldades inerentes a produção e distribuição dificultarão a proliferação deste combustível.