A procura do Natal

14 12 2009

O verdadeiro sentido do Natal está-se a dissolver por lobbies e interesses de índole comercial. Este fenómeno atingiu tal grau que o Pai Natal, personagem que nasceu fruto de uma campanha de publicidade de refrigerantes, se enquadre como personagem principal desta festividade, sobretudo entre os mais novos. Contudo, a maioria das pessoas sabem que a efeméride implícita no Natal é a celebração do nascimento de Jesus Cristo, que para muitos é considerado o filho de deus, para outros uma personagem que tentou na sua época instalar uma filosofia de vida assentada em nobres valores como a paz, a amizade, o perdão, a humildade, etc. Passados mais de 2000 anos do nascimento de Jesus Cristo, estes nobres conhecimentos estão a cair no vazio e serem substituídos pelo consumismo causado por um capitalismo voraz.

A troca de presentes não é a base de celebração do Natal, mas sim algo que nos está a ser imposto pelas campanhas de marketing de grandes multinacionais. Para muitas famílias, o Natal está a tornar-se um sufoco financeiro, uma dificuldade, um obstáculo que torna mais difícil a gestão dos recursos económicos familiares. Na realidade o verdadeiro sentido do Natal, assenta nos valores de solidificar a família, a amizade, a solidariedade… por outro lado quebrar laços de ódio e perdoar ao próximo. Os melhores presentes que se podem oferecer neste natal são aqueles que não tem preço, aqueles que não se vêem mas sentem-se. Escrever uma mensagem sincera em vez de copiar ou reencaminhar as já existentes, conviver, falar, visitar todas as pessoas que se puder e dizer-lhes: obrigado, amo-te, perdoa-me…

Só espero que daqui a uns anos não pensem que o Natal é a Popota e a Leopoldina!

Umas boas festas para todos!


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2 responses

15 12 2009
Raul

Feliz Natal para ti Tambem amigo!!!

Grande abraço

29 12 2009
Meninha

O prezo que pagamos pola perda do espírito da Natal é moi alto, posto que semella que se os bos desexos non van atados cunha vistosa lazada, envoltos en papeis de cores, xa non son bos desexos. E o que aínda me amola máis, amigo Hugo, remata o Natal e de seguida volvemos ás nosas inquinas con quen nos redea.

Pero aínda con todo, desexo de todo corazón que teñas un Bo Natal, unha boa entrada no Aninovo e que os Reis de Oriente (que sei abofé que existen) te agasallen coa forza necesaria para andar un ano máis (e outro, e outro) pola vida con ilusión e para poder erguerte con dignidade de cada caída.

Con moito agarimo desde Ourense. Un bico moi grande.

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