Crise económica e desemprego na Europa

16 05 2010

A estagnação das economias da zona euro e o aumento do desemprego, o qual ronda a barreira dos 10%, é uma dura realidade e não existem sinais claros de uma mudança. Todos estão cientes disso, mas será que cortar na despesa e aumentar os impostos passara por ser uma solução? Não, claro que não, estas medidas poderão ainda estagnar mais a economia, pois há uma perda de poder de compra, por consequente a economia continua a recuar. Cortar em investimentos como grandes obras públicas, vai evitar que novos postos de trabalho sejam gerados.

Mas afinal qual é a solução? A solução passa por perceber o problema. Neste momento a industria da zona Euro não é competitiva quando comparada com a de alguns países emergentes. Este facto forçou a que muitas empresas fechassem portas pois não conseguiam preços ao nível da China, por exemplo. O encerramento de empresas levou a um aumento do desemprego, por consequência uma menor receita fiscal e uma maior despesa pública, se fechar um número grande de empresas, o governo precisa tomar medidas para equilibrar as contas do estado, contudo essas medidas passam por diminuir o poder de compra dos trabalhadores e diminuir a competitividade das empresas, gerando ainda mais desemprego. No fundo entramos num ciclo vicioso de recessão económica.

Na realidade ainda não falei em soluções, mas para isso, tenho que responder a mais uma pergunta. Porque motivo as empresas em países emergentes são mais competitivas que as empresas em países da zona euro? A resposta mais fácil será dizer que o custo de mão-de-obra nesses países é mais barata. É verdade mais ainda há muito mais, a falta de legislação laboral, a falta de legislação ambiental e a falta de legislação de higiene e segurança no trabalho. Eu defendo que a importação de produtos na zona euro deverá ser mais restrita, só deveriam entrar produtos que fossem produzidos em países que cumprissem requisitos de legislação de trabalho (erradicar a escravidão e o trabalho infantil), legislação ambiental (tratamento de resíduos e preservação do meio ambiente) e legislação de higiene e segurança. Por último, deveria ser gerada pressão para um acordo global para as emissões do CO2, quem não aderisse ficava excluído do mercado europeu. Com medidas deste género, conseguir-se-ia colocar um mercado global justo.


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One response

21 05 2010
A nena do paraugas

En España imos pagar o desaguisado económico as traballadoras e traballadores da función pública e as persoas xubiladas, quen deixaron a súa vida pola Patria. Non é xusto.

Biquiños desde este lado do Minho..

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