Automóveis Eléctricos a venda em Portugal

22 01 2011

2011 irá ficar marcado como um ano de chegada de veículos eléctricos ao mercado das massas.  Actualmente existem dois fabricantes a apresentarem soluções: o Nissan Leaf e o Opel Ampera. Ambos automóveis apresentam preços pouco apelativos assim como performances e autonomias aquém dos convencionais automóveis equipados com motores de combustão interna. Por outro lado, apresentam 0 de emissões de CO2 assim como custo por quilómetro muito reduzido.

Estes automóveis são uma solução bastante interessante para deslocações urbanas e capazes de satisfazer as necessidades da maior parte das deslocações diárias a um reduzido custo. Contudo os preços praticados fazem com que estes dois modelos não sejam economicamente rentáveis, apesar  de eu ter uma posição favorável a proliferação destes veículos. Acredito que no curto médio prazo teremos automóveis eléctricos mais evoluídos e com preços mais apelativos.

O Opel Ampera apresenta um trunfo perante o adversário nipónico. O Ampera não só é um automóvel eléctrico, como também está dotado de um gerador accionado através de um  motor de combustão interna que carrega as baterias (com autonomia aproximada de 60Km) e prolonga a autonomia até os 500Km. Por outro lado, o Nissan Leaf apresenta um preço mais competitivo e uma autonomia eléctrica de cerca de 150Km.





Limitações do automóvel eléctrico

5 05 2010

O automóvel eléctrico apresenta-se como uma alternativa mais eficiente, económica e menos poluente, quando comparado ao tradicional automóvel equipado com motor de combustão interna. Acredito que lobbies associados ao mercado do petróleo são a principal entrave para a implementação deste tipo de veículos, pois no ponto de vista tecnológico estão criadas as condições para a massificação deste tipo de veículos.

Se as vantagens obrigam a implementação urgente deste tipo de veículos, também é importante realçar que existem limitações e desvantagens nesta tecnologia. As desvantagens basicamente são duas: a autonomia e o tempo necessário para recarregar as baterias.

No que se refere a autonomia tem-se vindo a verificar uma evolução importante, nomeadamente com a implementação das baterias de lítio de alta capacidade. Nos dias de hoje é possível termos valores de autonomia entre os 300Km a 500Km. Claro que estes valores de autonomia ficam aquém da maioria dos automóveis com motor de combustão interna, contudo é mais que suficiente para o quotidiano da grande maioria de utilizadores, ficando-se apenas limitada a utilização dos veículos eléctricos para longos percursos (longas viagens).

Se a autonomia pode ser considerada uma desvantagem, o tempo de carga é claramente uma desvantagem. Na maior parte dos veículos eléctricos existentes, o tempo para carregar as baterias rondam as 2 a 3 horas. Esta característica pode tornar-se uma limitação em viagens de longo curso, ou quando não tivermos um posto de carga por perto do sítio onde estacionarmos a nossa viatura.

A tendência é para os veículos eléctricos terem maior autonomia e menor tempo de carga (exemplo do Tesla S). Por outro lado, é necessário criar postos de carga espalhados em pontos estratégicos. Por exemplo em áreas de serviço, assim poderemos recarregar as baterias do nosso veículo enquanto fazemos uma paragem numa viagem de longo curso.





Evolução automóvel?

28 04 2010

A tecnologia tem vindo a evoluir rapidamente e isso reflecte-se sem dúvidas nos automóveis. Hoje em dia os automóveis tem elevados padrões de qualidade, a mecânica e electrónica evoluiu consideravelmente, contudo existe algo de errado, algo estagnou no tempo: o conceito, este tem mais de 100 anos de vida e já passou por 3 séculos diferentes. Os automóveis continuam a ter um chassis/carroceria e um motor de combustão interna.

Se compararmos um automóvel actual com um automóvel dos anos 80 do mesmo sector, deparamo-nos com algumas curiosidades: O automóvel recente certamente terá uma melhor qualidade de construção, mais segurança e muito mais equipamento. Por outro lado o automóvel recente pesará mais 200Kg e as performances e consumos pouco se diferenciarão (sobretudo nas versões a gasolina). Resumindo a evolução de 30 anos pouco se reflecte no rendimento do automóvel… Contudo com os problemas relacionados com o preço do petróleo e o aquecimento global justificaria outro tipo de evolução, uma evolução cara a eficiência.

Existem muitas soluções para aumentar a eficiência dos automóveis e a meu ver a melhor opção, passaria pela massificação do automóvel eléctrico. Em termos construtivos, os automóveis eléctricos são mais simples (e baratos) que os actuais automóveis com evoluídos motores de combustão interna, apresentam um rendimento cerca de 2 a 3 vezes superior e a emissão de gases é 0. Claro que existem desvantagens no automóvel eléctrico, mas certeza que continuar a apostar em motores de combustão interna não é o caminho mais indicado.





Como diminuir o consumo no seu automóvel

31 03 2010

O consumo de combustível está sobretudo relacionado com os hábitos de condução. Poderemos obter uma redução de consumo mediante a escolha de pneus, óleos, entre outros contudo o seu impacto não será elevado.

O inimigo dos consumos é sem dúvidas o acelerador, uma condução agressiva ira ter um impacto forte nos consumos aparte de ter outras implicações menos positivas em termos de mecânica. Deveremos conduzir sempre que possível com o pedal do acelerador numa posição elevada, acelerar a marcha de uma forma mais suave e mantermos velocidades de cruzeiro moderadas. Por exemplo num automóvel de média cilindrada em auto-estrada se diminuirmos a velocidade dos 120Km/h para 100Km/h poderá representar uma diminuição de cerca de 15% no consumo, a explicação para este facto é muito simples, a relação entre a energia necessária para movimentar o automóvel e o quadrado da velocidade.

O pé direito é o melhor amigo para uma condução económica mas existem outros factores que podem ajudar a diminuir o consumo de combustível:

  • Manter as janelas fechadas
  • Retirar carga desnecessária do automóvel
  • Desligar o ar acondicionado
  • Desligar o motor em paragens prolongadas
  • Manter o filtro do ar limpo
  • Utilizar óleo para o motor de baixo atrito
  • Utilizar pneus de baixo atrito
  • Efectuar revisões mecânicas periódicas

Alguns automóveis ajudam-nos a aprender a ter uma condução adequada, nomeadamente os que tem leitores de consumo instantâneo.





Bioetanol E85

23 11 2009

O bioetanol E85 trata-se de uma mistura de 85% de álcool, geralmente produzido a partir de cereis, misturados com 15% de gasolina. Este combustível apresenta-se como uma solução para reduzir a dependência dos combustíveis fosseis. Mas tem outras vantagens e desvantagens.

No capítulo das vantagens, temos basicamente duas: A diminuição de emissões de CO2 e a redução da dependência do petróleo, como anteriormente tinha referido.

O bioetanol apresenta uma maior octanagem, quando comparado com as gasolinas convencionais, isto implica que poderemos ter maior rendimento nos motores de combustão interna recorrendo ao bioetanol E85. Por outro lado, temos menores emissões de CO2, que podem chegar aos 70%, quando comparado com um motor a gasolina de cilindrada semelhante. Isto acontece porque o etanol tem menos carbono que a gasolina.

Claro que a dependência dos combustíveis fósseis diminui em 85% no caso do bioetanol E85. Contudo, no caso do Brasil, já existem viaturas que funcionam exclusivamente a etanol, por isso o bioetanol E85, pode ser um combustível de transição para o fim dos combustíveis fósseis.

No capítulo das desvantagens, temos uma, mas essa uma suscita graves problemas, estamos a falar na origem dos biocombustíveis: os cereais. Com um aumento de procura de cereais para produzir bioetanol E85, poderá causar um aumento exponencial do preço dos cereais. Isto é grave, pois os cereais são a base da alimentação no mundo. Contudo é possível contornar esse problema, por exemplo podemos obter biocombustíveis a partir de resíduos florestais e agro-pecuários. No caso da produção de biocombustíveis a partir dos cereais, deveria-se criar legislação para limitar a produção aos excedentes.





Formula 1 ecológica?

18 11 2009

Algum dia será uma realidade? Termos o desporto rei do motor com emissões zero? Poderá para muitos parecer uma miragem, contudo pequenos construtores de automóveis tentam demonstrar que utilizando propulsão eléctrica, é possível ter performances iguais ou superiores a motores de combustão interna.

Claro que existe o tabu de associar motores eléctricos a performances paupérrimas e a baixa autonomia, contudo os motores eléctricos apresentam um elevado rendimento em termos de conversão de energia. Outra característica interessante, é o facto dos motores eléctricos apresentam um binário constante, ao contrário do que acontece com os motores de combustão interna, este facto, possibilita que os automóveis com motores eléctricos tenham melhores acelerações e recuperações. Como podem ver neste vídeo, a aceleração é capacidade de aceleração é mesmo impressionante.

Na Califórnia já circulam alguns Tesla Roadster, este desportivo com um design muito semelhante a um Lotus, consegue ter performances ao nível de um Porsche 911 Turbo. Podem ver mais detalhes neste link.

Automóveis superdeportivos com emissões 0 tesla

Outro modelo impressionante e sobre potenciado é o lightning. Este modelo está equipado com quatro propulsores eléctricos, um por roda, e a potência máxima cifre-se nos 700cv. Podem ver mais detalhes neste link.

Automóveis superdeportivos com emissões 0

Já existe tecnologia para substituir os motores de combustão interna, mesmo nas alas mais elitistas do sector automóvel, agora para quando poderemos assistir a essa transformação?





Gasolina Vs Diesel

31 10 2009

Gasolina Vs Diesel

No artigo preços dos combustíveis, defendi neste blog a adequação do preço dos impostos aos combustíveis a componente ambiental, que iria implicar na descida do preço da gasolina, pois o valor praticado de ISP para este produto, é avultado e desproporcionado.

O alto preço da gasolina está a causar uma “dieselização” do nosso parque automóvel e actualmente o consumo de gasóleo supera o consumo da gasolina. Este fenómeno, já se verificava mesmo antes de entrar em massa no mercado versões turbodiesel de baixa cilindrada (ver power-point aqui).

Mas algo de errado está acontecer… sempre soube que da refinação do petróleo, obtém-se mais gasolina que gasóleo (fonte). Mas afinal o que é feito a essa gasolina em excesso? Fontes não oficiais da Galp informaram-me que essa gasolina é vendida a preço reduzido aos EUA.

Para quem leu a totalidade dos artigos, certamente concordará que faz todo o sentido diminuir o ISP da gasolina a prol da redução de emissões de CO2 para a atmosfera. Também é de salientar, que é pena que os construtores de automóveis, não apostassem tão forte no desenvolvimento dos motores a gasolina, como fizeram nos diesel, seria sem dúvidas mais um incentivo para manter o equilíbrio na balança de consumo gasolina/gasóleo.