Revolução automóvel?

2 10 2017

Revolução automóvel

O conceito automóvel em 100 anos pouco mudou, apenas assistimos a uma evolução tecnológica mas não de conceito. O automóvel trata-se de uma carroceria movimentada graças a um motor de combustão interna e conduzida por uma pessoa. Este a o automóvel comum que sempre conhecemos mas está prestes a mudar.

O automóvel do futuro próximo ainda não irá voar ou levitar, com o qual a carroceria de 3 ou mais rodas manter-se-á. A primeira grande revolução será a substituição do motor térmico por um motor elétrico, que numa primeira fase será alimentado por baterias mas poderão existir outras soluções como líquidos iónicos ou fuel-cells. Tudo indica que os países da união europeia entre 2025-2040 irão proibir a venda de automóveis que consumam derivados do petróleo, assim como a distribuição deste tipo de combustíveis.

A grande revolução não é a substituição do motor térmico por elétrico mas sim o surgimento da condução autónoma. Já imaginou sair de casa, selecionar no GPS onde quer ir e simplesmente esperar que o automóvel o leve ao destino? Pois já não é necessário imaginar, a Tesla já inclui a função autopilot de série nos seus automóveis. Se a Tesla é o modelo mais avançado, as outras marcas já tem algumas funções de assistência a condução que rapidamente irá evoluir para a condução totalmente autónoma.

A condução autónoma é o futuro, mas existem alguns problemas associados, como por exemplo quem é responsável no caso de um acidente?

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Como combater a subida do preço dos combustíveis?

30 01 2011

O preço do petróleo tem aumentado substancialmente nos últimos meses. Actualmente o preço do petróleo encontra-se na casa dos 90$ enquanto em Setembro o valor estava na ordem dos 75$, este facto aliado a desvalorização do euro face ao dólar tem feito disparar o preço dos combustíveis.

A escalada de preços de combustíveis gerou bastantes problemas a empresas de logística, transportadoras aéreas e de actividade piscatória em 2008. Estas e outras empresas em que a maior fatia da despesa esta directamente associada aos combustíveis fósseis, são empresas frágeis e facilmente podem falir com uma subida acentuada dos preços dos combustíveis.  Contudo o aumento de combustíveis, gera um aumento generalizado de preços, assim como uma diminuição de lucros por parte das empresas.

Hoje em dia é fácil as empresas salvaguardarem-se perante estas subidas. Basta comprarem petróleo quando o preço está “relativamente barato” e vender quando são atingidos picos.  Claro que não faz sentido as empresas guardarem barris de petróleo num armazém, pois empresas corretoras permitem a negociação sem necessidade de ter o produto em casa.  Esta negociação é geralmente efectuada com alavancagem, isto é, se comprarmos 100 barris de petróleo a 75$ , temos 7500$, contudo graças a alavancagem teremos que imobilizar apenas 750$ (se a alvancagem for de 10X). Após este período, os nossos 100 barris custam 9000$, ou seja se vendermos teremos um lucro de 1500$ que dariam para cobrir os gastos com o aumento dos combustiveis.

A primeira vista pode parecer simples, contudo trabalhar com plataformas de negociação é recomendável  ter conhecimentos de transacções em mercados financeiros. O tamanho do lote a investir deve ser ajustado conforme os consumos de combustíveis fósseis, pois os mercados por vezes causam dissabores, e este investimento protectivo, pode transformar-se num investimento destrutivo, pois como todos nos sabemos, as petrolíferas actualizam os preços logo que há subidas no petróleo, mas quando o preço da matéria-prima desce, teremos que esperar algum tempo para que se reflicta no preço dos combustíveis.

 





Automóveis Eléctricos a venda em Portugal

22 01 2011

2011 irá ficar marcado como um ano de chegada de veículos eléctricos ao mercado das massas.  Actualmente existem dois fabricantes a apresentarem soluções: o Nissan Leaf e o Opel Ampera. Ambos automóveis apresentam preços pouco apelativos assim como performances e autonomias aquém dos convencionais automóveis equipados com motores de combustão interna. Por outro lado, apresentam 0 de emissões de CO2 assim como custo por quilómetro muito reduzido.

Estes automóveis são uma solução bastante interessante para deslocações urbanas e capazes de satisfazer as necessidades da maior parte das deslocações diárias a um reduzido custo. Contudo os preços praticados fazem com que estes dois modelos não sejam economicamente rentáveis, apesar  de eu ter uma posição favorável a proliferação destes veículos. Acredito que no curto médio prazo teremos automóveis eléctricos mais evoluídos e com preços mais apelativos.

O Opel Ampera apresenta um trunfo perante o adversário nipónico. O Ampera não só é um automóvel eléctrico, como também está dotado de um gerador accionado através de um  motor de combustão interna que carrega as baterias (com autonomia aproximada de 60Km) e prolonga a autonomia até os 500Km. Por outro lado, o Nissan Leaf apresenta um preço mais competitivo e uma autonomia eléctrica de cerca de 150Km.





Soluções ecológicas de aquecimento

9 01 2011

Existem várias soluções de aquecimento como alternativas as tradicionais caldeiras a gasóleo e gás. dentro dessas soluções, existem umas totalmente renováveis e outras que podem reduzir o impacto ambiental.

Antes de abordar directamente estas soluções de climatização, gostaria de salientar que o mais importante numa habitação é o projecto da mesma. Isto é uma casa com uma área correctamente dimensionada (casas grandes tem consumos energéticos elevados), assim como um correcto dimensionamento e orientação das superfícies vidradas é de elevada importância. O segundo passo é ter um bom isolamento térmico, pois este não só diminui as necessidades de aquecimento no período de inverno, como também diminui as necessidades de arrefecimento. Poderia desenvolver melhor ideias nesta área, contudo vou abordar o tema das soluções de climatização:

Solar

A energia solar pode ser utilizada como uma fonte gratuita de aquecimento e sem impactos a nível ambiental, contudo tem uma grande limitação, no período de inverno a incidência solar directa é reduzida e no período nocturno (bastante ampliado no inverno) não há radiação solar.

A melhor forma de aproveitar a radiação solar para aquecimento é recorrer a colocação de superfícies vidradas com orientação para sul e dota-las de palas solares, de modo a diminuir a incidência solar directa no período de verão. Outra solução construtiva interessante é a parede de trombe, tal como a solução inicialmente apresentada, a parede de trombe acumula energia solar e emite calor, tem a vantagem de apresentar uma elevada inercia térmica, o que possibilita manter o espaço aquecido durante mais tempo.

Ainda falando de soluções solares,  podemos recorrer a painéis solares e conjugar com aquecimento por piso radiante. Esta solução é bastante dispendiosa, pois mesmo que o local a climatizar disponha de piso radiante, a área de painéis a instalar é grande.

Eléctrica

Em termos de gestão energética, utilizar a electricidade para aquecimento é “um crime”. Contudo, actualmente existe uma solução energeticamente interessante que são os acumuladores de calor. Os acumuladores de calor associados a um tarifário bi-horário, possibilitam carregar energia no período nocturno (electricidade proveniente sobretudo de fontes renováveis e de centrais térmicas de elevado rendimento) e dissipar calor durante todo o dia.

Bio-massa

A forma de biomassa mais comum para uso doméstico são os pellets. Os pellets são pequenos cilindros compactados de resíduos florestais e de serração.  É um combustível barato, limpo e fácil de armazenar. São queimados em caldeiras com rendimentos elevados, ao mesmo nível dos combustíveis fósseis. A desvantagem dos pellets é o elevado preço das caldeiras.

Pessoalmente de todas as soluções existentes para aquecimento, acho que os pellets é a solução mais interessante. Mas como referi, o mais importante e diminuirmos a necessidade de aquecimento e isso faz-se com um correcto dimensionamento do edifício, com bons isolamentos e sistemas ou soluções de climatização passiva.





Soluções de Microgeração

30 12 2010

A massificação da microgeração terá um papel muito importante na redução do consumo de electricidade da rede eléctrica, que actualmente representa cerca de 1/3 do consumo total.

Como já referi num artigo anterior, recorrer a microgeração como única fonte de energia, não é uma solução interessante no ponto de vista económico, contudo, acredito que no médio prazo, a auto-suficiência energética será rentável.

Quando pensamos em micro-geração, pensamos sobretudo em diminuir a nossa factura e dependência  energética, por isso, antes de avançar com o dimensionamento do nosso sistema, devemos efectuar uma auditoria energética  ao nosso espaço e ver onde podemos diminuir o consumo energético. Por exemplo, iluminação de baixo consumo e a troca de electrodomésticos menos eficientes terão um impacto importante no consumo energético. Importante também é a disciplina energética, isto é, evitar consumos stand-by, evitar deixar aparelhos em carga e/ou ligados enquanto não são utilizados. Ainda no campo da disciplina energética, também é importante evitar ligar vários equipamentos em simultâneo.

Após termos passado a fase anterior, a de minimizar os consumos energéticos, estamos preparados para escolher e dimensionar o nosso sistema de micro-geração. A escolha de um sistema de micro-geração vai depender do local. Se for um local sombrio é esquecer a energia solar, se for um local abrigado, a eolica não é solução. Se tivermos um local com uma boa incidência solar e exposto ao vento será o ideal é conjugar um sistema eólico com um solar fotovoltáico.

Os painéis solares irão apenas produzir durante o período diurno, sendo que em dias de chuva (radiação difusa), teremos uma menor captação de energia por metro quadrado. Por outro lado, os aerogeradores produzem quer de dia, quer de noite, faça chuva ou faça sol mas tem é que existir vento. Durante o inverno, tipicamente temos bastante vento e pouco sol e no verão estamos numa posição contrária. Por isso dentro do possível, a melhor solução é combinar painéis solares com aerogerador(es).

A solução que propus, certamente terá um desempenho mais estável e constante, contudo existirão muitos períodos em que não teremos vento nem sol suficientes para o consumo, um problema para sistemas autónomos (não ligados a rede).  Essa limitação será ultrapassada com unidades de armazenamento de energia (baterias), implicarão um maior custo de instalação e manutenção, mas serão capazes de responder perante picos de consumo.

Numa conclusão final, realço que é mais importante trabalhar no sentido da eficiência energética e de redução de consumos, antes de pensar me micro-geração. Conjugar energia solar com eólica é o ideal desde que as condições climatéricas o permitam. Por ultimo, realço que recorrer a micro-geração como meio de auto-sustentabilidade, uma solução pouco interessante no ponto de vista económico.





Auto-suficiência energética

10 06 2010

Com o custo da energia a subir, cada vez mais são aqueles que procuram a possibilidade de ter uma casa auto-suficiente no que se refere a energia. Na prática é possível recorrendo a microgeração e a racionalização da energia, mas é uma solução pouco interessante no ponto de vista económico e energético.

Ao dimensionar um sistema de micro-geração para termos uma casa auto-suficiente, o mesmo ficaria sobre-dimensionado para evitar cortes no subministro energético, também precisaríamos de baterias para poder armazenar energia, pois os sistemas de micro-geração dependem das condições climatéricas. Neste caso, o nosso sistema de micro-geração ficaria extremamente caro e teríamos que desperdiçar energia (excedentes) quando as condições climatéricas forem mais favoráveis.

A solução mais interessante passa por termos um sistema de microgeração como complemento ao consumo e ligado a rede. Nestas condições podemos prescindir das baterias, ter um sistema mais barato e vender o excedente a rede. Esta é sem dúvidas a solução mais interessante no ponto de vista energético e económico.

Para ser produtor de electricidade teremos que cumprir determinadas condições: nomeadamente ter um sistema de aquecimento da aguas sanitárias solar e a potencia instalada do nosso sistema de microgeração, não pode ser superior a 50% da potência contratada.





Como produzir energia?

30 05 2010

Na realidade ninguém produz energia, mas sim transformamos energia. Normalmente procuramos mais a energia sobre a forma de trabalho e electricidade, mas para isso temos que transformar a partir de outras fontes energéticas e perceber os processos fisico-químicos nos quais se dá essa transformação.

Para transformar energia temos que partir de um desequilibro, esse principio está reflectido na 2ª lei da termodinâmica, mas não só se aplica a termodinâmica como e expansível a outros fenómenos físicos e químicos. Por exemplo, para produzir energia numa hídrica precisamos de diferenças de cotas, quanto maior for a diferença de cotas, maior a quantidade de energia que poderemos obter sobre a forma de trabalho.

É importante ter consciência que a energia é quantificável em joules mas não é toda igual. Por exemplo, podemos transformar um joule de trabalho em um joule de calor, mas o inverso não se consegue. Também é curioso que se tivermos um joule de calor a 50ºC e um joule de calor a 100ºC, poderemos retirar mais energia sobre a forma de trabalho recorrendo a um processo termodinâmico, utilizando como fonte fria o ambiente exterior.

Por isso, quando procuramos energia sobre a forma de trabalho ou electricidade, teremos que partir de um maior diferencial de grandezas físico-químicas possíveis. A abordagem qualitativa da energia é mais importante que a abordagem quantitativa, pois se existisse um equilíbrio no universo não havia transformações ou seja a vida terminava.