Desafios para 2010

27 12 2009

O ano 2009 finalizou com mais um fracasso. A grande cimeira sobre o clima, que se realizou em Copenhaga, que tinha por vista encontrar uma solução para tentar salvar o planeta dos efeitos devastadores causados pelo excesso de emissões de gases com efeito de estufa, ficou num zero absoluto. Desta cimeira apenas saíram acordos para “tapar buracos”, nomeadamente apoios para países menos desenvolvidos, que têm sido afectados constantemente por catástrofes naturais. Contudo a finalidade principal da cimeira não era esta! Mas sim estabelecer metas e prazos em termos de emissões de CO2 e que fossem ratificadas por todos os países incluindo os 3 maiores poluidores que são EUA, China e Rússia. Outro ponto importante seria definir estratégias para atingir ditos objectivos.

Vamos começar o 2010 como terminamos o 2009, agredindo o planeta com CO2, a depender fortemente do petróleo, assim como continuar a depender de meia dúzia de pessoas que tem o poder. A forte desigualdade social, a fome e a guerra continuarão a existir em 2010. Este é com o panorama que continuamos a viver num mundo chamado civilizado.

O desafio que deixo para 2010 é erradicar o egoísmo, a ganância e o ódio, causadores de todos os males. Não basta desejarmos umas boas entradas para o ano ser melhor, temos que nos mudar a nós próprios e trabalharmos para um mundo melhor.

Um bom 2010 depende apenas de nós!

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A procura do Natal

14 12 2009

O verdadeiro sentido do Natal está-se a dissolver por lobbies e interesses de índole comercial. Este fenómeno atingiu tal grau que o Pai Natal, personagem que nasceu fruto de uma campanha de publicidade de refrigerantes, se enquadre como personagem principal desta festividade, sobretudo entre os mais novos. Contudo, a maioria das pessoas sabem que a efeméride implícita no Natal é a celebração do nascimento de Jesus Cristo, que para muitos é considerado o filho de deus, para outros uma personagem que tentou na sua época instalar uma filosofia de vida assentada em nobres valores como a paz, a amizade, o perdão, a humildade, etc. Passados mais de 2000 anos do nascimento de Jesus Cristo, estes nobres conhecimentos estão a cair no vazio e serem substituídos pelo consumismo causado por um capitalismo voraz.

A troca de presentes não é a base de celebração do Natal, mas sim algo que nos está a ser imposto pelas campanhas de marketing de grandes multinacionais. Para muitas famílias, o Natal está a tornar-se um sufoco financeiro, uma dificuldade, um obstáculo que torna mais difícil a gestão dos recursos económicos familiares. Na realidade o verdadeiro sentido do Natal, assenta nos valores de solidificar a família, a amizade, a solidariedade… por outro lado quebrar laços de ódio e perdoar ao próximo. Os melhores presentes que se podem oferecer neste natal são aqueles que não tem preço, aqueles que não se vêem mas sentem-se. Escrever uma mensagem sincera em vez de copiar ou reencaminhar as já existentes, conviver, falar, visitar todas as pessoas que se puder e dizer-lhes: obrigado, amo-te, perdoa-me…

Só espero que daqui a uns anos não pensem que o Natal é a Popota e a Leopoldina!

Umas boas festas para todos!





350

25 10 2009

350 ambiente

Este número representa uma ambiciosa meta proposta por cientistas e ambientalistas para evitar os efeitos irreversíveis do aquecimento global. Uma concentração de CO2 de 350 ppm (partes por milhão) é a meta a atingir!

No passado dia 24 de Outubro, fez-se uma iniciativa a nível global, pela organização 350 (ver site aqui), para divulgar esse número 350. Cá em Portugal foram feitas duas grandes iniciativas: uma em Lisboa no padrão dos descobrimentos e outra em Gaia na ponte D. Luís. Afortunadamente esta mensagem passou nos principais meios de comunicação social, contudo o poucas pessoas sabem o significado desse número e os efeitos se o mesmo for ultrapassado.

Na minha opinião, se os cientistas que chegaram a esse número têm a razão, estamos numa situação desfavorável. Actualmente o valor de concentração de CO2 na atmosfera ultrapassa os 390 ppm e o ritmo de crescimento é superior a 2 ppm/ano com uma tendência ligeiramente crescente. O corte drástico nas emissões de CO2 num curto espaço de tempo também é um cenário pouco provável… a dependência dos combustíveis fósseis é de tal forma elevada que tal cenário seria de todo impossível. Ainda há o agravante das economias emergentes, que para o seu desenvolvimento, estão a emitir CO2 de uma forma crescente.

Claro que sou a favor de encontrar soluções a nível global! Chegar a acordos sobre o mercado de carbono, redefinir cotas de carbono e aplicar sanções económicas aos incumpridores é fundamental. Também é importante que as medidas abranjam todas as nações especialmente os mais poluentes ou os que possam vir a sê-lo. Actualmente, os 3 países que são os maiores emissores de CO2, não ratificaram o protocolo de Quioto que são os EUA, Rússia e China.

Como nota de conclusão, a meta 350 é praticamente impossível, os efeitos do aquecimento global já se sentem em alguns pontos do planeta, nomeadamente nos pólos onde o degelo é uma realidade. Por último, deixo o link para um artigo que escrevi sobre a realidade do aquecimento global (aqui).

350 Gaia





Férias

23 08 2009

A vida não se resume a rotina, não se resume a trabalho, também não se resume a férias, descanso ou divertimento…

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