Um problema chamado endevidamento

16 01 2011

A crise na qual estamos mergulhados esta a ser causada sobretudo por um problema chamado de endividamento. Este problema afecta directamente ao estado português, mas não só… Pois existe também um elevado endividamento, quer por parte de empresas, quer por parte de particulares.

O problema do endividamento do estado, foi causado pela má gestão de vários governos após o 25 de Abril. Os elevados encargos pagos pelos contribuintes para determinados “tachos”, um sistema de segurança social não sustentável, as sucessivas derrapagens orçamentais em obras públicas e a elevada evasão fiscal, levaram Portugal a este estado. Estes são os quatro principais pontos que o governo, ou próximos governos devem analisar.

A entrada do FMI em Portugal, cenário cada vez mais provável, poderá ajudar a equilibrar as contas publicas, mas por outro lado, levara a mais medidas de austeridade e desemprego. Por isso, acho que a entrada do FMI será mau para Portugal. Uma possível solução passará por um governo forte, um governo de bloco central, com uma visão mais rigorosa sobre os problemas orçamentais. Claro que o governo de bloco central não existe por interesses partidários e quem vai sofrer as consequências serão os Portugueses.

Como disse no inicio do texto, o problema do endividamento, alastra-se a muitas empresas e particulares. A culpa ai é das instituições de crédito e banca que facilitavam o crédito. Por outro, lado também é um factor cultural que é o aceder ao crédito para os principais projectos, que aliada a uma falta de cultura financeira por parte dos Portugueses, fizeram chegar a este estado.





A solução para o fim da crise

12 12 2010

Se a economia portuguesa estivesse assentada em 4 alicerces, um deles estava podre. Esses são os números revelados em toda a comunicação social na passada quinta-feira 09-12-2010 (ver este artigo por exemplo).  Este estudo revela que 1/4 da actividade económica é corrupta e ilegal.

Certamente que a notícia passou como um foguete e nem o governo nem a oposição deram a relevância que a notícia deveria ter. Em tempos que são pedidos ainda mais sacrifícios aos portugueses, que vão ver os impostos aumentados e por consequente os orçamentos reduzidos, esses 25% que não pagam impostos continuam impunes.

Por exemplo se para o ano 75% dos portugueses vão pagar 23% de IVA e outros 25% vão pagar 0% é o mesmo que se todos pagassem 17,15%. Isto é uma demonstração sem valor estatístico, mas o que quero dizer é que se for combatido a economia paralela há espaço para um aumento de receitas do estado e inclusive para uma diminuição da carga fiscal, o que irá acelerar a economia.

Cave ao governo e a assembleia da republica, criarem um conjunto de medidas para uma maior sensibilização e posterior fiscalização a empresas onde existe economia não registada. As empresas ou particulares que não cumprirem com as suas obrigações como contribuintes, após uma devida campanha de sensibilização e formação, deverão ser punidos.





Crise económica e desemprego na Europa

16 05 2010

A estagnação das economias da zona euro e o aumento do desemprego, o qual ronda a barreira dos 10%, é uma dura realidade e não existem sinais claros de uma mudança. Todos estão cientes disso, mas será que cortar na despesa e aumentar os impostos passara por ser uma solução? Não, claro que não, estas medidas poderão ainda estagnar mais a economia, pois há uma perda de poder de compra, por consequente a economia continua a recuar. Cortar em investimentos como grandes obras públicas, vai evitar que novos postos de trabalho sejam gerados.

Mas afinal qual é a solução? A solução passa por perceber o problema. Neste momento a industria da zona Euro não é competitiva quando comparada com a de alguns países emergentes. Este facto forçou a que muitas empresas fechassem portas pois não conseguiam preços ao nível da China, por exemplo. O encerramento de empresas levou a um aumento do desemprego, por consequência uma menor receita fiscal e uma maior despesa pública, se fechar um número grande de empresas, o governo precisa tomar medidas para equilibrar as contas do estado, contudo essas medidas passam por diminuir o poder de compra dos trabalhadores e diminuir a competitividade das empresas, gerando ainda mais desemprego. No fundo entramos num ciclo vicioso de recessão económica.

Na realidade ainda não falei em soluções, mas para isso, tenho que responder a mais uma pergunta. Porque motivo as empresas em países emergentes são mais competitivas que as empresas em países da zona euro? A resposta mais fácil será dizer que o custo de mão-de-obra nesses países é mais barata. É verdade mais ainda há muito mais, a falta de legislação laboral, a falta de legislação ambiental e a falta de legislação de higiene e segurança no trabalho. Eu defendo que a importação de produtos na zona euro deverá ser mais restrita, só deveriam entrar produtos que fossem produzidos em países que cumprissem requisitos de legislação de trabalho (erradicar a escravidão e o trabalho infantil), legislação ambiental (tratamento de resíduos e preservação do meio ambiente) e legislação de higiene e segurança. Por último, deveria ser gerada pressão para um acordo global para as emissões do CO2, quem não aderisse ficava excluído do mercado europeu. Com medidas deste género, conseguir-se-ia colocar um mercado global justo.





Dia da Mãe

2 05 2010

Uma Grande música, um grande poema, feliz dia da mãe!

Tradução:

Mãe você acha que eles largarão a bomba?
Mãe você acha que eles gostarão da música?
Mãe você acha que eles tentarão me encher o saco?
Mãe eu deveria construir um muro?
Mãe eu deveria me candidatar para presidente?
Mãe eu deveria confiar no governo?
Mãe eles vão me colocar na linha de fogo?
Mãe eu estou mesmo morrendo?
Acalme-se agora filhinho não chore
Mamãe vai tornar todos os seus
Pesadelos realidade
Mamãe vai colocar todos seus medos em você
Mamãe vai manter você bem aqui
Sob sua asa
Ela não vai deixar você voar mas poderá deixá-lo cantar
Mamãe vai manter o filhinho quente e confortável
Ooooh Querido Ooooh Querido Ooooh Querido
É claro que a mamãe vai ajudá-lo a construir o muro

Mãe você acha que ela é boa o bastante para mim?
Mãe você acha que ela é perigosa para mim?
Mãe você acha que ela vai arrasar seu garotinho?
Mãe ela vai partir o meu coração?

Acalme-se agora filhinho, filhinho não chore
Mamãe vai checar todas as suas namoradas para você
Mamãe não vai deixar nenhuma pessoa suja se safar
Mamãe vai esperar até você chegar
Mamãe sempre vai descobrir onde
Você esteve
Mamãe vai manter seu filhinho limpo e saudável
Ooooh Querido Ooooh Querido Ooooh Querido
Você vai sempre ser o filhinho da mamãe
Mamãe, precisava ser tão alto?

Fonte aqui





Sinais de debilidade na democracia

7 10 2009

sinais de debilidade na democracia

Passados 35 anos da revolução de 25 de Abril, a democracia livre começa a dar sinais de fraqueza. A abstenção é o mais claro sinal pelo desinteresse pela governação por parte dos portugueses. Abstenção não é sinal de inconformismo perante as várias forças partidárias é um sinal de inconformismo perante o modelo democrático representativo vigente. Este facto é preocupante, assim como o facto de varias pessoas, especialmente jovens, defenderem a instalação de um regime autoritário e perder o direito de liberdade de expressão, ou de participar na vida política de uma forma activa.

Se as gerações mais antigas lutaram por ter o direito a votar de uma forma livre, nós jovens, não poderemos deixar cair por terra este esforço. Votar é essencial, mesmo que seja em branco, mas abstermo-nos ou deixar passar de lado é abrir o caminho para a ditadura e regredir para o passado e ai sim! Daremos o verdadeiro valor ao voto e a possibilidade de escolher os nossos governantes.

Claro que no papel de jovem político e candidato a assembleia de freguesia, sou ciente dos motivos da abstenção. Esta deve-se basicamente a imagem negativa dos políticos estereotipada pela nossa sociedade. Mas na realidade, o problema centra-se na má qualidade de vários políticos, que com as suas politicas dominadas por jogos de interesses e lobbies, tem denegrido a imagem da classe política. Por exemplo, falando agora nas autarquias, são conhecidos vários casos de corrupção e de jogos sujos na política local. Estes são sempre notícias de realce nos meios de comunicação social, mas será que a politica está assim tão mal? Claro que não, na realidade existem mais 300 concelhos em Portugal e existem meia dúzia de casos de governação duvidosa. Mas mesmo assim, podemos mediante o voto expulsar esses governantes. Não é com a abstenção que tiramos pessoas do poder.

Mas a imagem negativa que se criou e extrapolou para todos os políticos não é a única causa da abstenção. Outro problema é a falta de formação das pessoas acerca do funcionamento do modelo democrático representativo. Eu pessoalmente não tive formação na escola de como funcionavam os vários órgãos governamentais, quais são as suas funcionalidades, poderes e qual é a importância do voto. Também não existe formação acerca de fluxos ideológicos que estiveram na origem dos partidos, apesar que a dia de hoje pouco ou nada se mantenham.

Acho que é essencial apostar nessa formação para termos jovens que possam dar um novo pulmão a democracia.

Viva a liberdade!

Viva a democracia!





Polémicas sobre o Irão (parte 2)

29 09 2009

missil

Casualidade ou não ontem o Irão volta a ser notícia de destaque em termos internacionais. Desta vez pelo censurável acto de testar um míssil de longo alcance. Nunca apoiei, nem apoiarei a utilização de armas como meio de pressão política. Por outro lado, é penoso ver a dualidade de critérios no qual se mergulha a nossa sociedade. Se um país como o Irão faz um teste deste género é um acto de terrorismo, se os EUA ou outro país da NATO fazem os mesmos testes, é um acto a prol da para a manutenção da paz no mundo. O termo guerra associado a manutenção da paz é contraditório e carece de sentido.

Esta notícia condicionou certamente a linha de raciocínio para este artigo, contudo o que queria focar é outro facto controverso e contraditório. Porque que um pais rico em petróleo precisa apostar em energia nuclear? Esta questão reforça no seio da comunidade internacional, que a aposta na pesquisa do enriquecimento do urânio tem apenas fins bélicos. É verdade, contudo poderemos ter outra análise que não deixa de ser também lógica e válida. Se a OPEP trabalha sob uma política de sigilo e não consegue aumentar a produção do petróleo, pode ser um claro indicador que os países produtores e exportadores de petróleo, não tem capacidade para satisfazer a crescente procura de petróleo. Ou seja, o fim da época do petróleo barato, poderá estar para breve! O Irão ciente da necessidade de energia barata e de continuar a exportar, aposta noutra fonte de energia barata: a nuclear, mantendo o equilíbrio na economia local, assim como as receitas provenientes da exportação do petróleo.

O diálogo é a base do entendimento entre países com culturas demarcadamente diferentes, que poderão potenciar conflitos bélicos, se não se actuar na base do diálogo. Os interesses e o dinheiro são cancros que corroem a sociedade.





Polémicas sobre o Irão (parte 1)

26 09 2009

FRahmadinejad

Este país encontra-se no ponto de mira da comunidade internacional, devido ao controverso programa nuclear apresentado pelo regime encabeçado pelo controverso Mahmoud Ahmadinejad. O ponto que tem causado mais polémica, é o facto de se recorrer a tecnologia de enriquecimento de Urânio geralmente utilizada para fins bélicos. Segundo o governo do Irão, o programa nuclear é exclusivamente para fins pacíficos, isto é, para produção de energia. A comunidade internacional encabeçada pelos EUA alimentam a possibilidade de Teerão estar a produzir bombas atómicas.

Numa primeira análise a informação que circula em força pelos meios de comunicação social parecem coerentes, contudo para os mais atentos existem inconsistências. É verdade que possuir armas nucleares é uma ameaça. Até aqui tudo certo, mas agora pergunto-me, se os países que possam vir ter armas nucleares são uma ameaça, os que efectivamente as tem porque não o são?

Estou a falar da Coreia do Norte que não só possui armas nucleares como já tem vindo a efectuar testes nucleares. Contudo o caso da Coreia do Norte, passou para um segundo plano, dando-se maior realce ao caso de Teerão. Os EUA por seu lado já consideraram uma intervenção militar no Irão do género da que se passou no Iraque, mas nunca se falou em intervir militarmente na Coreia do Norte que oficialmente representa uma ameaça.

Eu nunca fui, nem nunca serei a favor da guerra. Mas algo de estranho se passa com este mediatismo e esta pressão liderada pelos EUA sobre o regime de Teerão. Alguém ainda se lembra da invasão do Iraque e em que moldes foi efectuada? Foram as supostas armas de destruição massiva que nunca foram encontradas e os EUA afirmaram que as mesmas existiam e que representavam um serio problema para a manutenção da paz no mundo. Contudo, este caso ficou completamente abafado, para criar a mesma psicose na opinião pública sobre que Irão representa uma séria ameaça.

Agora vou apresentar a palavra-chave no meio disto tudo: o Petróleo! Existe um claro interesse por parte dos EUA controlar o maior negócio do mundo, o do petróleo e por curiosidade o Iraque e Irão representam o segundo e o terceiro maior produtor de petróleo respectivamente. Por outro lado, a Coreia do Norte não tem petróleo…

Não passa de uma teoria ou talvez mesmo uma conspiração, mas acredito pouco em coincidências quando há muita coisa envolvida em jogo!