Soluções ecológicas de aquecimento

9 01 2011

Existem várias soluções de aquecimento como alternativas as tradicionais caldeiras a gasóleo e gás. dentro dessas soluções, existem umas totalmente renováveis e outras que podem reduzir o impacto ambiental.

Antes de abordar directamente estas soluções de climatização, gostaria de salientar que o mais importante numa habitação é o projecto da mesma. Isto é uma casa com uma área correctamente dimensionada (casas grandes tem consumos energéticos elevados), assim como um correcto dimensionamento e orientação das superfícies vidradas é de elevada importância. O segundo passo é ter um bom isolamento térmico, pois este não só diminui as necessidades de aquecimento no período de inverno, como também diminui as necessidades de arrefecimento. Poderia desenvolver melhor ideias nesta área, contudo vou abordar o tema das soluções de climatização:

Solar

A energia solar pode ser utilizada como uma fonte gratuita de aquecimento e sem impactos a nível ambiental, contudo tem uma grande limitação, no período de inverno a incidência solar directa é reduzida e no período nocturno (bastante ampliado no inverno) não há radiação solar.

A melhor forma de aproveitar a radiação solar para aquecimento é recorrer a colocação de superfícies vidradas com orientação para sul e dota-las de palas solares, de modo a diminuir a incidência solar directa no período de verão. Outra solução construtiva interessante é a parede de trombe, tal como a solução inicialmente apresentada, a parede de trombe acumula energia solar e emite calor, tem a vantagem de apresentar uma elevada inercia térmica, o que possibilita manter o espaço aquecido durante mais tempo.

Ainda falando de soluções solares,  podemos recorrer a painéis solares e conjugar com aquecimento por piso radiante. Esta solução é bastante dispendiosa, pois mesmo que o local a climatizar disponha de piso radiante, a área de painéis a instalar é grande.

Eléctrica

Em termos de gestão energética, utilizar a electricidade para aquecimento é “um crime”. Contudo, actualmente existe uma solução energeticamente interessante que são os acumuladores de calor. Os acumuladores de calor associados a um tarifário bi-horário, possibilitam carregar energia no período nocturno (electricidade proveniente sobretudo de fontes renováveis e de centrais térmicas de elevado rendimento) e dissipar calor durante todo o dia.

Bio-massa

A forma de biomassa mais comum para uso doméstico são os pellets. Os pellets são pequenos cilindros compactados de resíduos florestais e de serração.  É um combustível barato, limpo e fácil de armazenar. São queimados em caldeiras com rendimentos elevados, ao mesmo nível dos combustíveis fósseis. A desvantagem dos pellets é o elevado preço das caldeiras.

Pessoalmente de todas as soluções existentes para aquecimento, acho que os pellets é a solução mais interessante. Mas como referi, o mais importante e diminuirmos a necessidade de aquecimento e isso faz-se com um correcto dimensionamento do edifício, com bons isolamentos e sistemas ou soluções de climatização passiva.





Soluções de Microgeração

30 12 2010

A massificação da microgeração terá um papel muito importante na redução do consumo de electricidade da rede eléctrica, que actualmente representa cerca de 1/3 do consumo total.

Como já referi num artigo anterior, recorrer a microgeração como única fonte de energia, não é uma solução interessante no ponto de vista económico, contudo, acredito que no médio prazo, a auto-suficiência energética será rentável.

Quando pensamos em micro-geração, pensamos sobretudo em diminuir a nossa factura e dependência  energética, por isso, antes de avançar com o dimensionamento do nosso sistema, devemos efectuar uma auditoria energética  ao nosso espaço e ver onde podemos diminuir o consumo energético. Por exemplo, iluminação de baixo consumo e a troca de electrodomésticos menos eficientes terão um impacto importante no consumo energético. Importante também é a disciplina energética, isto é, evitar consumos stand-by, evitar deixar aparelhos em carga e/ou ligados enquanto não são utilizados. Ainda no campo da disciplina energética, também é importante evitar ligar vários equipamentos em simultâneo.

Após termos passado a fase anterior, a de minimizar os consumos energéticos, estamos preparados para escolher e dimensionar o nosso sistema de micro-geração. A escolha de um sistema de micro-geração vai depender do local. Se for um local sombrio é esquecer a energia solar, se for um local abrigado, a eolica não é solução. Se tivermos um local com uma boa incidência solar e exposto ao vento será o ideal é conjugar um sistema eólico com um solar fotovoltáico.

Os painéis solares irão apenas produzir durante o período diurno, sendo que em dias de chuva (radiação difusa), teremos uma menor captação de energia por metro quadrado. Por outro lado, os aerogeradores produzem quer de dia, quer de noite, faça chuva ou faça sol mas tem é que existir vento. Durante o inverno, tipicamente temos bastante vento e pouco sol e no verão estamos numa posição contrária. Por isso dentro do possível, a melhor solução é combinar painéis solares com aerogerador(es).

A solução que propus, certamente terá um desempenho mais estável e constante, contudo existirão muitos períodos em que não teremos vento nem sol suficientes para o consumo, um problema para sistemas autónomos (não ligados a rede).  Essa limitação será ultrapassada com unidades de armazenamento de energia (baterias), implicarão um maior custo de instalação e manutenção, mas serão capazes de responder perante picos de consumo.

Numa conclusão final, realço que é mais importante trabalhar no sentido da eficiência energética e de redução de consumos, antes de pensar me micro-geração. Conjugar energia solar com eólica é o ideal desde que as condições climatéricas o permitam. Por ultimo, realço que recorrer a micro-geração como meio de auto-sustentabilidade, uma solução pouco interessante no ponto de vista económico.





A solução para o fim da crise

12 12 2010

Se a economia portuguesa estivesse assentada em 4 alicerces, um deles estava podre. Esses são os números revelados em toda a comunicação social na passada quinta-feira 09-12-2010 (ver este artigo por exemplo).  Este estudo revela que 1/4 da actividade económica é corrupta e ilegal.

Certamente que a notícia passou como um foguete e nem o governo nem a oposição deram a relevância que a notícia deveria ter. Em tempos que são pedidos ainda mais sacrifícios aos portugueses, que vão ver os impostos aumentados e por consequente os orçamentos reduzidos, esses 25% que não pagam impostos continuam impunes.

Por exemplo se para o ano 75% dos portugueses vão pagar 23% de IVA e outros 25% vão pagar 0% é o mesmo que se todos pagassem 17,15%. Isto é uma demonstração sem valor estatístico, mas o que quero dizer é que se for combatido a economia paralela há espaço para um aumento de receitas do estado e inclusive para uma diminuição da carga fiscal, o que irá acelerar a economia.

Cave ao governo e a assembleia da republica, criarem um conjunto de medidas para uma maior sensibilização e posterior fiscalização a empresas onde existe economia não registada. As empresas ou particulares que não cumprirem com as suas obrigações como contribuintes, após uma devida campanha de sensibilização e formação, deverão ser punidos.





Investir em tempos de crise

8 12 2010

Em tempos de crise, poupar é a palavra de ordem e fundamental para poder inverter o ciclo económico de crise, pois em Portugal o sobre endividamento do estado, das empresas e das pessoas é um problema grave e que é necessário combater.

Para poupar temos primeiro que efectuar esforços e sacrifícios, de modo a reduzir a despesa. O segundo passo é rentabilizar as poupanças, sendo este o tema mais complicado e que irei abordar neste artigo, pois já vai o tempo de guardar o dinheiro debaixo do colchão.

Num panorama de necessidade de poupar o primeiro passo é ver como rentabilizar o dinheiro e maximizar esse rendimento.  A forma mais fácil de o fazer, é recorrer a uma instituição bancária e escolher um dos produtos disponíveis. Contudo o pequeno investidor vai-se deparar com a oferta de rentabilidades baixas ou produtos com risco de capital. Pois… rentabilizar o dinheiro com produtos financeiros é díficil…

Contudo, nos dias de hoje, existem produtos financeiros que oferecem elevadas rentabilidades. Por exemplo hoje é acessível ao pequeno investidor o acesso a plataformas de negociação. As plataformas de negociação são uma aplicação informática que permite negociação on-line de acções, materias-primas e outros produtos financeiros. Oferecem a possibilidade de ganhar tanto na subida como na queda das cotações. Por isso, podemos ter grandes lucros em tempos de queda de preços.

A acessibilidade de plataformas de negociação para pequenos investidores é um passo importante. Os produtos disponíveis possibilitam inclusive duplicar ou triplicar o saldo num só dia, mas tem um inverso da moeda, podemos rapidamente perder a totalidade das poupanças…

Como evitar perder?

Calcula-se que cerca de 80% dos pequenos investidores são perdedores nas plataformas de negociação e isto porque? a resposta é simples, a abertura destas plataformas ao publico em comum não é assim tão bom. Para começar a negociar é importante ter uma boa formação e informação de mercados de activos e cambial.  Hoje em dia a internet oferece muita informação, as plataformas de negociação oferecem um modo demo que permitem negociar em condições reais com dinheiro virtual e existe muita literatura sobre o tema.

Eu pessoalmente investi muito tempo em estudar os mercados financeiros, daí também não ter disponibilidade para actualizar o meu blog. Pessoalmente recomendo que estudem e leiam sobre mercados financeiros e testem plataformas de negociação. Se não quiserem estudar e ler, esqueçam as plataformas de negociação, pois certamente irão perder a totalidade das poupanças.

 





Auto-suficiência energética

10 06 2010

Com o custo da energia a subir, cada vez mais são aqueles que procuram a possibilidade de ter uma casa auto-suficiente no que se refere a energia. Na prática é possível recorrendo a microgeração e a racionalização da energia, mas é uma solução pouco interessante no ponto de vista económico e energético.

Ao dimensionar um sistema de micro-geração para termos uma casa auto-suficiente, o mesmo ficaria sobre-dimensionado para evitar cortes no subministro energético, também precisaríamos de baterias para poder armazenar energia, pois os sistemas de micro-geração dependem das condições climatéricas. Neste caso, o nosso sistema de micro-geração ficaria extremamente caro e teríamos que desperdiçar energia (excedentes) quando as condições climatéricas forem mais favoráveis.

A solução mais interessante passa por termos um sistema de microgeração como complemento ao consumo e ligado a rede. Nestas condições podemos prescindir das baterias, ter um sistema mais barato e vender o excedente a rede. Esta é sem dúvidas a solução mais interessante no ponto de vista energético e económico.

Para ser produtor de electricidade teremos que cumprir determinadas condições: nomeadamente ter um sistema de aquecimento da aguas sanitárias solar e a potencia instalada do nosso sistema de microgeração, não pode ser superior a 50% da potência contratada.





Como produzir energia?

30 05 2010

Na realidade ninguém produz energia, mas sim transformamos energia. Normalmente procuramos mais a energia sobre a forma de trabalho e electricidade, mas para isso temos que transformar a partir de outras fontes energéticas e perceber os processos fisico-químicos nos quais se dá essa transformação.

Para transformar energia temos que partir de um desequilibro, esse principio está reflectido na 2ª lei da termodinâmica, mas não só se aplica a termodinâmica como e expansível a outros fenómenos físicos e químicos. Por exemplo, para produzir energia numa hídrica precisamos de diferenças de cotas, quanto maior for a diferença de cotas, maior a quantidade de energia que poderemos obter sobre a forma de trabalho.

É importante ter consciência que a energia é quantificável em joules mas não é toda igual. Por exemplo, podemos transformar um joule de trabalho em um joule de calor, mas o inverso não se consegue. Também é curioso que se tivermos um joule de calor a 50ºC e um joule de calor a 100ºC, poderemos retirar mais energia sobre a forma de trabalho recorrendo a um processo termodinâmico, utilizando como fonte fria o ambiente exterior.

Por isso, quando procuramos energia sobre a forma de trabalho ou electricidade, teremos que partir de um maior diferencial de grandezas físico-químicas possíveis. A abordagem qualitativa da energia é mais importante que a abordagem quantitativa, pois se existisse um equilíbrio no universo não havia transformações ou seja a vida terminava.





Crise económica e desemprego na Europa

16 05 2010

A estagnação das economias da zona euro e o aumento do desemprego, o qual ronda a barreira dos 10%, é uma dura realidade e não existem sinais claros de uma mudança. Todos estão cientes disso, mas será que cortar na despesa e aumentar os impostos passara por ser uma solução? Não, claro que não, estas medidas poderão ainda estagnar mais a economia, pois há uma perda de poder de compra, por consequente a economia continua a recuar. Cortar em investimentos como grandes obras públicas, vai evitar que novos postos de trabalho sejam gerados.

Mas afinal qual é a solução? A solução passa por perceber o problema. Neste momento a industria da zona Euro não é competitiva quando comparada com a de alguns países emergentes. Este facto forçou a que muitas empresas fechassem portas pois não conseguiam preços ao nível da China, por exemplo. O encerramento de empresas levou a um aumento do desemprego, por consequência uma menor receita fiscal e uma maior despesa pública, se fechar um número grande de empresas, o governo precisa tomar medidas para equilibrar as contas do estado, contudo essas medidas passam por diminuir o poder de compra dos trabalhadores e diminuir a competitividade das empresas, gerando ainda mais desemprego. No fundo entramos num ciclo vicioso de recessão económica.

Na realidade ainda não falei em soluções, mas para isso, tenho que responder a mais uma pergunta. Porque motivo as empresas em países emergentes são mais competitivas que as empresas em países da zona euro? A resposta mais fácil será dizer que o custo de mão-de-obra nesses países é mais barata. É verdade mais ainda há muito mais, a falta de legislação laboral, a falta de legislação ambiental e a falta de legislação de higiene e segurança no trabalho. Eu defendo que a importação de produtos na zona euro deverá ser mais restrita, só deveriam entrar produtos que fossem produzidos em países que cumprissem requisitos de legislação de trabalho (erradicar a escravidão e o trabalho infantil), legislação ambiental (tratamento de resíduos e preservação do meio ambiente) e legislação de higiene e segurança. Por último, deveria ser gerada pressão para um acordo global para as emissões do CO2, quem não aderisse ficava excluído do mercado europeu. Com medidas deste género, conseguir-se-ia colocar um mercado global justo.