Um problema chamado endevidamento

16 01 2011

A crise na qual estamos mergulhados esta a ser causada sobretudo por um problema chamado de endividamento. Este problema afecta directamente ao estado português, mas não só… Pois existe também um elevado endividamento, quer por parte de empresas, quer por parte de particulares.

O problema do endividamento do estado, foi causado pela má gestão de vários governos após o 25 de Abril. Os elevados encargos pagos pelos contribuintes para determinados “tachos”, um sistema de segurança social não sustentável, as sucessivas derrapagens orçamentais em obras públicas e a elevada evasão fiscal, levaram Portugal a este estado. Estes são os quatro principais pontos que o governo, ou próximos governos devem analisar.

A entrada do FMI em Portugal, cenário cada vez mais provável, poderá ajudar a equilibrar as contas publicas, mas por outro lado, levara a mais medidas de austeridade e desemprego. Por isso, acho que a entrada do FMI será mau para Portugal. Uma possível solução passará por um governo forte, um governo de bloco central, com uma visão mais rigorosa sobre os problemas orçamentais. Claro que o governo de bloco central não existe por interesses partidários e quem vai sofrer as consequências serão os Portugueses.

Como disse no inicio do texto, o problema do endividamento, alastra-se a muitas empresas e particulares. A culpa ai é das instituições de crédito e banca que facilitavam o crédito. Por outro, lado também é um factor cultural que é o aceder ao crédito para os principais projectos, que aliada a uma falta de cultura financeira por parte dos Portugueses, fizeram chegar a este estado.

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Poupanças em tempo de crise

21 04 2009

 

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Com a taxa Euribor baixa e a instabilidade da bolsa, o cenário é o menos adequado para as poupanças. Contudo existem alternativas! A primeira já tinha citado: os PPR. Contudo ainda existe outra opção: os fundos de investimento de obrigações a taxa fixa.

 

Este tipo de fundos de investimento apresenta maior rendimento quando a taxa Euribor desce. Pois compramos um conjunto de obrigações que foram negociadas a taxas de juro superiores, ao descer a taxa de juro de referência (Euribor), este produto terá uma maior rentabilidade.

 

Link do BPI (aqui)

 

 





Produto em tempo de crise

14 03 2009

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No artigo relançamento da economia, coloquei a minha opinião sobre como terminar o cenário de crise numa vertente social. Neste artigo, vou colocar tipologias de produtos que estão adequados ao tempo de crise.

 

Em tempo de crise, as empresas optam por diminuir as despesas, sobretudo nas despesas fixas. Este tipo de despesas não se restringe a recursos humanos, existem outro tipo de despesas, tais como: energia, telecomunicações, consumíveis, etc. Aqui está a principal dica sobre a tipologia de produtos e serviços a desenvolver.

 

Voltando a minha especialidade, a vertente energética, existem uma panóplia de artigos que se podem desenvolver ou evoluir, no âmbito de diminuir consumos energéticos, pois a maior parte dos artigos existentes no mercado não contemplam nenhum tipo de preocupações nesta área. Em termos de serviços, deve existir uma aposta forte em consultadoria para diminuição de consumos energéticos.

 

A energia pode ser o motor que relance a economia, pois a elevada dependência do petróleo e a necessidade de diminuir drasticamente as emissões de CO2 são motivos mais que suficientes para uma clara aposta nas energias. Por exemplo, em Portugal importamos cerca de 90% da energia que consumimos! Claro que não conseguiremos ser independentes em termos de energia, mas com politicas energéticas adequadas, conseguiremos diminuir significativamente essa dependência. Estas políticas deverão ser tomadas a nível global e passarão por uma clara aposta em biocombustíveis, fusão nuclear, entre outros.

 

Mais uma vez não fui específico nos produtos a lançar, mas com este tópico, deixo em aberto um rumo que deve ser seguido pelos nossos empresários e políticos para acabar ou melhorar o cenário de crise.





Relançamento da economia

16 02 2009

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Estamos a atravessar uma grave crise económica e encontramo-nos em recessão. O clima criado de crise diminui a confiança do consumidor e dos empresários, estagnando investimentos e diminuindo a troca de bens, acto essencial para o funcionamento do modelo capitalista.

 

A economia é o reflexo do nosso comportamento na sociedade, todas as pessoas tem impacto na economia através das decisões que tomam. Contudo se a conseguimos afundar a economia também a conseguimos relançar! Em tempos de crise existem também oportunidades no mercado é uma questão de reflectir e analisar o tipo de produto ou serviço com potencial.

 

Para ultrapassar a crise, não podemos deixar de consumir mas sim consumir com atenção e não consumir acima das nossas capacidades económicas. Não podemos deixar de investir em novos projectos, teremos sim que fazer um estudo de mercado com rigor antes de avançar com um investimento.





A crise económica

8 02 2009

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Actualmente estamos a atravessar uma das maiores crises, a maior parte das grandes economias mundiais entraram em recessão alastrando consigo as restantes economias. A comunicação social não releva as reais causas deste clima instalado, contudo vou colocar a minha opinião em relação ao que se esta a passar.

 

A crise é causada essencialmente por dois factores: falta de liquidez e excesso de passivos. Os principais causadores ou indutores desta crise foram os bancos e as instituições de crédito. Estes tem vindo a facilitar o acesso a créditos, quer a nível de empresas, quer a nível pessoal e não bastando o facto de facilitar, ainda tentavam vender a todo custo estes “produtos” financeiros por meio de campanhas de marketing. Por sua vez, muitos empresários foram iludidos a contrair esses mesmos créditos, sem primeiro ter efectuado um correcto estudo de mercado de modo a conseguir retorno e rentabilidade com o investimento efectuado mediante um crédito.

 

Temos muitas empresas endividadas e abrir falência, por outro lado temos a população em geral com falta de poder de compra, devido a necessidade de pagar as prestações relativas a créditos contraídas. Com as empresas endividadas e que não escoam o produto, sentem-se na necessidade de despedir ou até mesmo fechar, deixando muitas pessoas por baixo da linha de água, isto é, sem possibilidades para pagar as despesas correntes. Neste clima, não há capacidade para movimentar dinheiro, assim a economia estagna ou até entra em recessão como é o caso.

 

Este panorama poderia ter sido evitado! Pois a falta de conhecimentos de matemática financeira e de sensibilidade para análise de investimentos de alguns empresários e população em geral contribuiriam para isto. Como anteriormente referi as entidades de crédito tiveram forte responsabilidade, pois estas apenas se preocupavam em vender o “produto” sem recomendar correctamente o cliente. Por outro lado assistimos ao encarecimento dos produtos em geral (vejam por exemplo o custo de um T2 vs ordenado em meados da década dos 80).





Crise no sector automóvel

1 02 2009

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Actualmente estamos a atravessar uma crise a nível global, esta crise reflectiu-se mais nuns sectores do que em outros e um dos mais afectados foi o sector automóvel. A maior parte da população e inclusive as pessoas com peso na industria automóvel não sabem o porque desta forte estagnação, apontando como principal causa o estado da economia internacional. Na realidade esta crise foi a faísca que acendeu o barril de pólvora dos sucessivos erros no desenvolvimento do sector. É verdade! O actual conceito de automóvel não se adequa as necessidades do século XXI (ver conceito do automóvel do século XXI aqui)!

 

Em mais de 100 anos de história automóvel apenas ouve um ponto de viragem, um marco na história que revolucionou o conceito do automóvel. Foi quando Henry Ford, começou a fabricar o modelo T em linha, reduzindo de tal forma os custos, que possibilitou o acesso ao automóvel a maioria da população norte americana. Este conceito de montagem idealizado nos princípios do século passado, mantém-se nos dias de hoje.

 

O conceito automóvel com o passar dos tempos pouco evoluiu, pois vejamos com atenção, um automóvel é constituído por uma carroçaria impulsionada por um motor de combustão interna que transmite energia as rodas motrizes. O mesmo conceito de Karl Benz no século XIX. É verdade que o triciclo motorizado de Karl Benz não tinha GPS nem rádio com leitor de MP3, mas isto afinal são acessórios… O modelo de Karl Benz apresentava um baixo rendimento em termos mecânico, actualmente os automóveis apresentam um rendimento mecânico muito superior ao 1º modelo Benz, contudo o principio termodinâmico do motor é o mesmo, o ciclo Otto. Este ciclo, limita o rendimento energético do motor na ordem dos 30% a 40%. Na realidade, o rendimento dos “evoluídos” automóveis que vemos nos Stands é muito inferior aos 30%. Resumindo mais da metade do combustível que queimamos nos nossos “modernos” automóveis são desperdiçados e expelidos para a atmosfera em forma de calor.

 

O século XXI vai ser de desafio para a humanidade, pois temos que lutar contra o aquecimento global, contra a escassez e dependência de energia. A sustentabilidade energética e ambiental vai ser o grande desafio para este século. Com automóveis assim teremos futuro? A resposta é não!

 

O preço do petróleo é elevado e muito instável, por outro lado o preço do automóvel também é elevado (o Modelo T em 1915 custava o equivalente a $9.300 nos dias de hoje), a carga fiscal é excessiva e os custos de manutenção altos. Claro que adicionando uma crise global a estes factores, o resultado não poderia ser outro…