Como combater a subida do preço dos combustíveis?

30 01 2011

O preço do petróleo tem aumentado substancialmente nos últimos meses. Actualmente o preço do petróleo encontra-se na casa dos 90$ enquanto em Setembro o valor estava na ordem dos 75$, este facto aliado a desvalorização do euro face ao dólar tem feito disparar o preço dos combustíveis.

A escalada de preços de combustíveis gerou bastantes problemas a empresas de logística, transportadoras aéreas e de actividade piscatória em 2008. Estas e outras empresas em que a maior fatia da despesa esta directamente associada aos combustíveis fósseis, são empresas frágeis e facilmente podem falir com uma subida acentuada dos preços dos combustíveis.  Contudo o aumento de combustíveis, gera um aumento generalizado de preços, assim como uma diminuição de lucros por parte das empresas.

Hoje em dia é fácil as empresas salvaguardarem-se perante estas subidas. Basta comprarem petróleo quando o preço está “relativamente barato” e vender quando são atingidos picos.  Claro que não faz sentido as empresas guardarem barris de petróleo num armazém, pois empresas corretoras permitem a negociação sem necessidade de ter o produto em casa.  Esta negociação é geralmente efectuada com alavancagem, isto é, se comprarmos 100 barris de petróleo a 75$ , temos 7500$, contudo graças a alavancagem teremos que imobilizar apenas 750$ (se a alvancagem for de 10X). Após este período, os nossos 100 barris custam 9000$, ou seja se vendermos teremos um lucro de 1500$ que dariam para cobrir os gastos com o aumento dos combustiveis.

A primeira vista pode parecer simples, contudo trabalhar com plataformas de negociação é recomendável  ter conhecimentos de transacções em mercados financeiros. O tamanho do lote a investir deve ser ajustado conforme os consumos de combustíveis fósseis, pois os mercados por vezes causam dissabores, e este investimento protectivo, pode transformar-se num investimento destrutivo, pois como todos nos sabemos, as petrolíferas actualizam os preços logo que há subidas no petróleo, mas quando o preço da matéria-prima desce, teremos que esperar algum tempo para que se reflicta no preço dos combustíveis.

 





Polémicas sobre o Irão (parte 2)

29 09 2009

missil

Casualidade ou não ontem o Irão volta a ser notícia de destaque em termos internacionais. Desta vez pelo censurável acto de testar um míssil de longo alcance. Nunca apoiei, nem apoiarei a utilização de armas como meio de pressão política. Por outro lado, é penoso ver a dualidade de critérios no qual se mergulha a nossa sociedade. Se um país como o Irão faz um teste deste género é um acto de terrorismo, se os EUA ou outro país da NATO fazem os mesmos testes, é um acto a prol da para a manutenção da paz no mundo. O termo guerra associado a manutenção da paz é contraditório e carece de sentido.

Esta notícia condicionou certamente a linha de raciocínio para este artigo, contudo o que queria focar é outro facto controverso e contraditório. Porque que um pais rico em petróleo precisa apostar em energia nuclear? Esta questão reforça no seio da comunidade internacional, que a aposta na pesquisa do enriquecimento do urânio tem apenas fins bélicos. É verdade, contudo poderemos ter outra análise que não deixa de ser também lógica e válida. Se a OPEP trabalha sob uma política de sigilo e não consegue aumentar a produção do petróleo, pode ser um claro indicador que os países produtores e exportadores de petróleo, não tem capacidade para satisfazer a crescente procura de petróleo. Ou seja, o fim da época do petróleo barato, poderá estar para breve! O Irão ciente da necessidade de energia barata e de continuar a exportar, aposta noutra fonte de energia barata: a nuclear, mantendo o equilíbrio na economia local, assim como as receitas provenientes da exportação do petróleo.

O diálogo é a base do entendimento entre países com culturas demarcadamente diferentes, que poderão potenciar conflitos bélicos, se não se actuar na base do diálogo. Os interesses e o dinheiro são cancros que corroem a sociedade.





Polémicas sobre o Irão (parte 1)

26 09 2009

FRahmadinejad

Este país encontra-se no ponto de mira da comunidade internacional, devido ao controverso programa nuclear apresentado pelo regime encabeçado pelo controverso Mahmoud Ahmadinejad. O ponto que tem causado mais polémica, é o facto de se recorrer a tecnologia de enriquecimento de Urânio geralmente utilizada para fins bélicos. Segundo o governo do Irão, o programa nuclear é exclusivamente para fins pacíficos, isto é, para produção de energia. A comunidade internacional encabeçada pelos EUA alimentam a possibilidade de Teerão estar a produzir bombas atómicas.

Numa primeira análise a informação que circula em força pelos meios de comunicação social parecem coerentes, contudo para os mais atentos existem inconsistências. É verdade que possuir armas nucleares é uma ameaça. Até aqui tudo certo, mas agora pergunto-me, se os países que possam vir ter armas nucleares são uma ameaça, os que efectivamente as tem porque não o são?

Estou a falar da Coreia do Norte que não só possui armas nucleares como já tem vindo a efectuar testes nucleares. Contudo o caso da Coreia do Norte, passou para um segundo plano, dando-se maior realce ao caso de Teerão. Os EUA por seu lado já consideraram uma intervenção militar no Irão do género da que se passou no Iraque, mas nunca se falou em intervir militarmente na Coreia do Norte que oficialmente representa uma ameaça.

Eu nunca fui, nem nunca serei a favor da guerra. Mas algo de estranho se passa com este mediatismo e esta pressão liderada pelos EUA sobre o regime de Teerão. Alguém ainda se lembra da invasão do Iraque e em que moldes foi efectuada? Foram as supostas armas de destruição massiva que nunca foram encontradas e os EUA afirmaram que as mesmas existiam e que representavam um serio problema para a manutenção da paz no mundo. Contudo, este caso ficou completamente abafado, para criar a mesma psicose na opinião pública sobre que Irão representa uma séria ameaça.

Agora vou apresentar a palavra-chave no meio disto tudo: o Petróleo! Existe um claro interesse por parte dos EUA controlar o maior negócio do mundo, o do petróleo e por curiosidade o Iraque e Irão representam o segundo e o terceiro maior produtor de petróleo respectivamente. Por outro lado, a Coreia do Norte não tem petróleo…

Não passa de uma teoria ou talvez mesmo uma conspiração, mas acredito pouco em coincidências quando há muita coisa envolvida em jogo!





E se o petróleo custasse $500 o barril?

13 09 2009

E se o petróleo custa

Para muitos pode parecer um cenário fantasioso, mas para os conhecedores do mercado do petróleo este cenário poderá acontecer algures entre 2015 a 2050. A dificuldade em calcular do quando este “boom” possa acontecer, deve-se ao facto de no mercado do petróleo, não existir a palavra transparência e ninguém consegue avaliar com precisão o estado das reservas do petróleo.

O que é conhecido é que a procura do petróleo continua a aumentar e a produção do mesmo tem dificuldades em seguir essa crescente procura, pressionando a uma subida de preços. Enquanto as principais explorações de petróleo conseguirem abastecer o mercado continuaremos a ter petróleo “barato”, contudo, quando as principais reservas de petróleo entrarem em declínio a produção cairá e os preços dispararão para valores que poderão rondar os $500/barril.

A dependência do petróleo é tão elevada que se não estivermos preparados para esta realidade, a humanidade cruzará a maior crise económica e social de toda a história. Já se imaginam pagar 500€ para atestar o depósito? Mas isso não é o mais preocupante! Os preços de todos os bens estão indexados ao petróleo, vistos que o custo da distribuição de todos os bens aumentará exponencialmente e pagaremos muito mais por bens de primeira necessidade. Já alguém imaginou pagar 1€ por uma unidade de pão?

Com o preço elevado do petróleo acaba a época da energia barata. O custo da electricidade disparará, a água também, os transportes públicos, a gasolina e o gasóleo… resumidamente todos os bens aumentarão drasticamente de preço. Como a crescida do preço dos combustíveis, a população terá dificuldades em deslocar-se o desemprego aumentará, paralelamente o poder de compra diminuirá abruptamente. Neste cenário não só entraremos na maior recessão económica alguma vez imaginada, como surgirão problemas de índole social, como fome, um incremento na criminalidade ou seja o fim do mundo civilizado.

Mas poderemos evitar esse cenário?

Vai depender do tempo que tenhamos, mas acredito que sim! poderemos subsistir a última crise do petróleo. O caminho passará por uma aposta fortíssima nas energias alternativas e apostar numa maior eficiência energética. Em termos de produção de energia, não só passará por recorrer as conhecidas energias renováveis, teremos que contemplar a energia de cissão nuclear e desenvolver rapidamente a grande alternativa de energia limpa e barata: a fusão nuclear.





O petróleo é uma energia renovável?

2 08 2009

O petróleo é uma energia renovável

Pode parecer absurdo, contraditório, descabido… mas na realidade o petróleo também é uma energia renovável, pois este também se renova mediante um ciclo conhecido pelo ciclo do carbono.

Nada nasce, nada morre tudo se transforma. Esta é a célebre frase descreve a lei de Lavoisier, (lei da conservação da massa) que é aplicável a toda a matéria, como por exemplo o carbono, um dos principais componentes do petróleo. Isto é, a soma de todo o carbono existente no globo terrestre é constante ao longo do tempo.

O carbono está presente no ar em forma de CO2, na terra em forma de matéria orgânica (seres vivos) e inorgânica (petróleo e derivados). O CO2 é emitido para atmosfera, resultado da respiração de seres vivos, da combustão de matéria orgânica e derivados do petróleo. Por outro lado o CO2 é absorvido pelos vegetais e fixado ao solo, por um processo conhecido como fotossíntese. Este ciclo de emissão e absorção de CO2, tem como nome de ciclo do carbono.

Com o elevado consumo de petróleo, o homem criou um desequilíbrio neste ciclo, emitindo muito mais CO2 do que aquele que pode ser absorvido. O excesso de CO2 cria o efeito de estufa, uma ameaça para a desertificação em zonas das florestas tropicais, implicando ainda uma menor capacidade de absorção.

Resumindo o petróleo é renovável! O consumo do mesmo, não é efectuado de forma sustentável, colocando em causa o equilíbrio do meio-ambiente. É imperativo diminuir drasticamente o consumo deste composto que é o petróleo para colocar um ponto de estabilidade no meio-ambiente e no bem-estar de gerações futuras.





Petróleo o mercado da especulação

28 05 2009

Petróleo o mercado da especulação

A energia é vital para o funcionamento da economia e em grande parte é dependente do Petróleo. A excessiva dependência do petróleo vivida nos dias de hoje, cria uma desigualdade entre os países produtores e os consumidores de petróleo, sendo que as regras do mercado do petróleo não obedece directamente as leis do mercado da oferta e procura para a fixação dos preços, mas sim ao chamado mercado da especulação.

Nos dias de hoje, o petróleo deixou de ser apenas uma fonte de energia e passou a ser também uma arma de pressão para política internacional e em alguns casos um pretexto para a guerra e o terrorismo. Sendo que o preço ronda em torno dessas tensões e especulações.

Não é só os problemas de mercado a marca negativa do petróleo, também é o seu preço, que hoje em dia está excessivamente inflacionado e prova disso (para dar um exemplo) é o desenvolvimento patente no Dubai, que graças aos Petro-dólares, está a ser construída uma das maiores cidades em cima do deserto.

Os especialistas dizes quo o Petróleo não acaba no mundo! Temos petróleo para várias décadas e quando acabarmos com o petróleo, já teríamos destruído o planeta, pois a emissão de gases resultantes deste panorama, teriam um impacto climatérico e ambiental sem catastróficos.

O “cancro” não esta apenas associado ao mercado e preço do petróleo, também está patente nos países consumidores. Em Portugal, como em outros países desenvolvidos, a fiscalidade associada aos combustíveis que tem por base o petróleo é elevada. Por exemplo na gasolina, sempre que enchemos o depósito, mais de metade do que pagamos reverte para os cofres do estado. A receita do imposto sobre os produtos petrolíferos, tem um impacto elevado no Orçamento do Estado, este facto ira sem dúvidas dificultar a proliferação de alternativas ao petróleo, como os automóveis eléctricos e os biocombustíveis por exemplo.