Soluções de Microgeração

30 12 2010

A massificação da microgeração terá um papel muito importante na redução do consumo de electricidade da rede eléctrica, que actualmente representa cerca de 1/3 do consumo total.

Como já referi num artigo anterior, recorrer a microgeração como única fonte de energia, não é uma solução interessante no ponto de vista económico, contudo, acredito que no médio prazo, a auto-suficiência energética será rentável.

Quando pensamos em micro-geração, pensamos sobretudo em diminuir a nossa factura e dependência  energética, por isso, antes de avançar com o dimensionamento do nosso sistema, devemos efectuar uma auditoria energética  ao nosso espaço e ver onde podemos diminuir o consumo energético. Por exemplo, iluminação de baixo consumo e a troca de electrodomésticos menos eficientes terão um impacto importante no consumo energético. Importante também é a disciplina energética, isto é, evitar consumos stand-by, evitar deixar aparelhos em carga e/ou ligados enquanto não são utilizados. Ainda no campo da disciplina energética, também é importante evitar ligar vários equipamentos em simultâneo.

Após termos passado a fase anterior, a de minimizar os consumos energéticos, estamos preparados para escolher e dimensionar o nosso sistema de micro-geração. A escolha de um sistema de micro-geração vai depender do local. Se for um local sombrio é esquecer a energia solar, se for um local abrigado, a eolica não é solução. Se tivermos um local com uma boa incidência solar e exposto ao vento será o ideal é conjugar um sistema eólico com um solar fotovoltáico.

Os painéis solares irão apenas produzir durante o período diurno, sendo que em dias de chuva (radiação difusa), teremos uma menor captação de energia por metro quadrado. Por outro lado, os aerogeradores produzem quer de dia, quer de noite, faça chuva ou faça sol mas tem é que existir vento. Durante o inverno, tipicamente temos bastante vento e pouco sol e no verão estamos numa posição contrária. Por isso dentro do possível, a melhor solução é combinar painéis solares com aerogerador(es).

A solução que propus, certamente terá um desempenho mais estável e constante, contudo existirão muitos períodos em que não teremos vento nem sol suficientes para o consumo, um problema para sistemas autónomos (não ligados a rede).  Essa limitação será ultrapassada com unidades de armazenamento de energia (baterias), implicarão um maior custo de instalação e manutenção, mas serão capazes de responder perante picos de consumo.

Numa conclusão final, realço que é mais importante trabalhar no sentido da eficiência energética e de redução de consumos, antes de pensar me micro-geração. Conjugar energia solar com eólica é o ideal desde que as condições climatéricas o permitam. Por ultimo, realço que recorrer a micro-geração como meio de auto-sustentabilidade, uma solução pouco interessante no ponto de vista económico.

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A solução para o fim da crise

12 12 2010

Se a economia portuguesa estivesse assentada em 4 alicerces, um deles estava podre. Esses são os números revelados em toda a comunicação social na passada quinta-feira 09-12-2010 (ver este artigo por exemplo).  Este estudo revela que 1/4 da actividade económica é corrupta e ilegal.

Certamente que a notícia passou como um foguete e nem o governo nem a oposição deram a relevância que a notícia deveria ter. Em tempos que são pedidos ainda mais sacrifícios aos portugueses, que vão ver os impostos aumentados e por consequente os orçamentos reduzidos, esses 25% que não pagam impostos continuam impunes.

Por exemplo se para o ano 75% dos portugueses vão pagar 23% de IVA e outros 25% vão pagar 0% é o mesmo que se todos pagassem 17,15%. Isto é uma demonstração sem valor estatístico, mas o que quero dizer é que se for combatido a economia paralela há espaço para um aumento de receitas do estado e inclusive para uma diminuição da carga fiscal, o que irá acelerar a economia.

Cave ao governo e a assembleia da republica, criarem um conjunto de medidas para uma maior sensibilização e posterior fiscalização a empresas onde existe economia não registada. As empresas ou particulares que não cumprirem com as suas obrigações como contribuintes, após uma devida campanha de sensibilização e formação, deverão ser punidos.





Investir em tempos de crise

8 12 2010

Em tempos de crise, poupar é a palavra de ordem e fundamental para poder inverter o ciclo económico de crise, pois em Portugal o sobre endividamento do estado, das empresas e das pessoas é um problema grave e que é necessário combater.

Para poupar temos primeiro que efectuar esforços e sacrifícios, de modo a reduzir a despesa. O segundo passo é rentabilizar as poupanças, sendo este o tema mais complicado e que irei abordar neste artigo, pois já vai o tempo de guardar o dinheiro debaixo do colchão.

Num panorama de necessidade de poupar o primeiro passo é ver como rentabilizar o dinheiro e maximizar esse rendimento.  A forma mais fácil de o fazer, é recorrer a uma instituição bancária e escolher um dos produtos disponíveis. Contudo o pequeno investidor vai-se deparar com a oferta de rentabilidades baixas ou produtos com risco de capital. Pois… rentabilizar o dinheiro com produtos financeiros é díficil…

Contudo, nos dias de hoje, existem produtos financeiros que oferecem elevadas rentabilidades. Por exemplo hoje é acessível ao pequeno investidor o acesso a plataformas de negociação. As plataformas de negociação são uma aplicação informática que permite negociação on-line de acções, materias-primas e outros produtos financeiros. Oferecem a possibilidade de ganhar tanto na subida como na queda das cotações. Por isso, podemos ter grandes lucros em tempos de queda de preços.

A acessibilidade de plataformas de negociação para pequenos investidores é um passo importante. Os produtos disponíveis possibilitam inclusive duplicar ou triplicar o saldo num só dia, mas tem um inverso da moeda, podemos rapidamente perder a totalidade das poupanças…

Como evitar perder?

Calcula-se que cerca de 80% dos pequenos investidores são perdedores nas plataformas de negociação e isto porque? a resposta é simples, a abertura destas plataformas ao publico em comum não é assim tão bom. Para começar a negociar é importante ter uma boa formação e informação de mercados de activos e cambial.  Hoje em dia a internet oferece muita informação, as plataformas de negociação oferecem um modo demo que permitem negociar em condições reais com dinheiro virtual e existe muita literatura sobre o tema.

Eu pessoalmente investi muito tempo em estudar os mercados financeiros, daí também não ter disponibilidade para actualizar o meu blog. Pessoalmente recomendo que estudem e leiam sobre mercados financeiros e testem plataformas de negociação. Se não quiserem estudar e ler, esqueçam as plataformas de negociação, pois certamente irão perder a totalidade das poupanças.