Impacto social e económico da China

29 08 2009

china

O povo chinês representa 1/6 da população mundial, a mudança de hábitos deste povo terá certamente impacto a nível global.

A China faz parte do leque das chamadas economias emergentes. Estes países evoluem a um ritmo acelerado, com o ímpeto de atingir o nível de vida dos países mais desenvolvidos. O facto da china poder atingir um nível de vida superior não é um facto criticável, o que é criticável é a China não evoluir de uma forma sustentável.

O crescimento da China deve-se sobretudo a exportação, a China consegue fabricar produtos mais baratos devido ao baixo custo de mão-de-obra e ao desrespeito do meio-ambiente, por falta de leis de protecção do mesmo.

Outro problema mais grave é de índole social. Possuir um automóvel é uma questão de status social e os chineses estão a trocar bicicletas por automóveis. Tratando-se China um pais com mais de 1000 milhões de habitantes, a troca massiva das bicicletas por automóveis terá um forte impacto no mercado do petróleo. A procura do petróleo aumentara o que fará disparar os preços e também a emissão de CO2 para a atmosfera.

A China não ratificou o protocolo de Quioto e os automóveis Chineses são pouco eficientes a nível energético, emitindo elevadas quantidades de CO2 para a atmosfera. Neste panorama, a China vai acelerar a degradação do mercado do petróleo e o meio-ambiente. Podendo ter um forte impacto negativo na economia global, caso não forem tomadas medidas políticas para controlar o crescimento e tornar-lo sustentável.

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Férias

23 08 2009

A vida não se resume a rotina, não se resume a trabalho, também não se resume a férias, descanso ou divertimento…

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A Economia movida a Petróleo

20 08 2009

A Economia movida a Petróleo

Esta é a realidade da economia internacional. Se o petróleo deixa-se de existir de uma forma repentina, seria uma catástrofe económica e social. O mundo pararia! Não haveria abastecimento de bens essenciais como a comida, istalar-se-ía um clima de violência e de luta pela sobrevivência.

O Petróleo é o negócio mais lucrativo do mundo, as leis de mercado complexas e altamente especulativas. A política internacional que roda entorno do petróleo é um jogo sujo! As pressões e guerras desencadeadas pelos EUA contra países como o Iraque e o Irão não têm que ver com a capacidade bélica de produzirem armas de destruição massiva ou os regimes lá instalados, os verdadeiros interesses rondam entorno do petróleo pois estes são dois dos países onde existe maior quantidade de ouro negro.

Se os EUA tentam controlar o mercado do petróleo a prol da estabilidade económica do próprio país, assim como interesses das petrolíferas norte-americanas, os países da Europa ocidental tem mantido uma passividade relativa perante questões energéticas.

O Standard de vida europeu consome grandes quantidades de energia, tal como o de outros países desenvolvidos e em vias de desenvolvimento, contudo o problema centra-se em que a Europa ocidental, não produz energia suficiente, tendo que importar, nomeadamente petróleo.

A elevada dependência do petróleo e as graves consequências da falta do mesmo, colocam a Europa ocidental, numa posição muito delicada. Em 2008, com a subida brusca dos combustíveis, ficaram patentes os sinais de crise económica e social.

Não são apenas questões de problemas económicos que rodeiam o petróleo. Há um problema mais grave! O ambiental! A queima desenfreada de combustíveis fósseis neste último século, fez disparar os níveis de CO2 na atmosfera. Este gás é responsável pelo efeito de estufa que causa o aquecimento global. Se atingirmos determinado nível de CO2 na atmosfera, os efeitos serão devastadores. A desertificação de grande parte do globo terrestre (incluindo o sul de Portugal nesse leque), a inundação das localidades costeiras, o agravamento de fenómenos meteorológicos (inundações, secas, tufões…), entre outras previsões pouco agradáveis, são um claro sinal que temos que parar de queimar combustíveis fósseis a este ritmo!

Neste panorama é imperativo focar esforços no desenvolvimento de energias alternativas, assim como trabalhar no sentido de uma melhor racionalização da energia. A Europa ocidental, representado por um leque de países fortemente industrializados, economicamente desenvolvidos e sobretudo dependentes do petróleo do exterior, os esforços no sentido de terminar com a queima de combustíveis fósseis, deve ser o máximo.





Casa fresca durante o verão

17 08 2009

Casa fresca durante o verão

Na maior parte das casas Portuguesas, não se justifica a instalação de equipamentos para arrefecimento, pois serão poucas as vezes que a temperatura de conforto de verão (24ºC a 26ºC) seja superada.

A incorrecta concepção no ponto de vista energético das casas é o principal factor de falta de conforto térmico. Se aquando do projecto, for contemplado um bom isolamento térmico e optimizada a disposição solar da casa, teremos menores necessidades de aquecimento no inverno e de arrefecimento no verão.

A concepção do edifício é muito importante, mas uma correcta utilização do mesmo pode-nos trazer benefícios a nível de conta energética e um maior conforto térmico. No período de verão, teremos que evitar ganhos térmicos e dissipar o excesso de calor, seguidamente vou apresentar algumas dicas para ajudar neste sentido:

  • Evitar a exposição solar directa em zonas envidraçadas. Devemos fechar total ou parcialmente as persianas das janelas onde o sol estiver a incidir.
  • Promover a ventilação natural sempre que a temperatura exterior for inferior que a temperatura interior. Por exemplo deixar as janelas abertas durante o período nocturno em algumas divisões da casa.
  • Evitar a utilização de equipamentos de elevada potência durante as horas de maior calor. O uso de fornos, máquinas de lavar e computadores, por exemplo, devem ser reduzido ao essencial.

Algumas pequenas obras podem tornar o nosso edifício mais eficiente no ponto de vista térmico. O isolamento térmico é o ponto mais importante, vistos que nos vai permitir manter o calor durante o inverno e diminuir a entrada do calor no verão. Dois pontos-chave para aumentar o isolamento em edifícios antigos poderão passar pela substituição das janelas por janelas de corte térmico e vidro duplo, o outro ponto será aplicar/melhorar isolamento na cobertura.

Existem mais soluções para tornar a nossa casa mais fresca neste verão, contudo acho que neste artigo deixo as principais dicas.





O futuro da democracia

13 08 2009

O futuro da democracia

Actualmente Portugal rege-se por um modelo democrático representativo, onde o povo pode escolher mediante o voto os seus líderes e representantes. Este é o modelo utilizado nos países mais desenvolvidos e em alguns deles já aplicaram este modelo a mais de 200 anos.

A democracia representativa não é sinónimo de um modelo livre, justo e transparente. Em alguns países as votações são manipuladas e os meios de comunicação social são censurados. Ou seja, existe um modelo autoritário disfarçado de democracia. Isto aconteceu em Portugal no tempo do Estado Novo e ainda acontece hoje em dia em alguns países.

O modelo democrático representativo está a ficar obsoleto e desgastado. Por outro lado, apresenta grandes falhas no que se refere da palavra democracia, isto porque, atribuí elevados poderes as pessoas eleitas e nenhum poder ao eleitor. O único direito e dever que o povo tem na democracia é votar.

A democracia participativa surge como uma alternativa a democracia representativa. Os primeiros avanços neste sentido são os orçamentos participativos. Os orçamentos participativos permitem que uma determinada fatia dum orçamento duma autarquia seja discutida por elementos do povo e decidindo onde investir essa parcela de dinheiro.

Contudo a meu ver ainda podem ser efectuados mais passos para aplicar o modelo de democracia participativa. A interacção do povo nas principais decisões dos governos centrais e locais é um passo vital para aplicação do mesmo. A internet pode ser o meio de locomoção que revolucione e democracia e impulsione a democracia participativa. Mediante a criação de redes sociais, blogs e inquéritos on-line, é possível recolher e ouvir a opinião que do povo sobre os principais assuntos.





Portugal na linha da frente nos automóveis eléctricos

10 08 2009

Portugal na linha da frente nos automóveis eléctricos

A necessidade de combater os elevados preços dos combustíveis e diminuir as emissões de CO2, tem levado tanto ao Governo Português, assim como a investidores privados portugueses, tomarem iniciativas para uma forte implementação de automóveis eléctricos em Portugal.

Os noticiários têm dado uma forte ênfase ao acordo assinado que visa a instalação em Portugal, de uma fábrica de baterias para automóveis da marca Nissan. Portugal também vai ser dos pioneiros na comercialização do modelo eléctrico da Nissan, o Leaf. O preço deste veículo rondara os 18.000€, um preço semelhante aos praticados a versões equipadas com motor de combustão interna.

Mas não só o governo e a poderosa Renault-Nissan estão a impulsionar o veículo eléctrico. Aqui em Portugal, existem 2 projectos ambiciosos que visam a fabricação de veículos eléctricos: O FUTI e o ECO Vinci.

O FUTI é um modelo fabricado em Leiria e é um projecto integralmente Português. Neste momento já se aceitam encomendas deste veículo que gasta apenas 1€ por cada 100Km percorridos. Está prevista a circulação das primeiras unidades no fim deste ano ou princípio do próximo. Podem ver mais detalhes no site oficial (aqui).

O ECO Vinci é um projecto da empresa retroconcept (a mesma que criou o exclusivíssimo Vinci GT). Este projecto conta com apoio da Câmara Municipal do Porto e colaboração do CTAG (centro tecnológico de automocion de Galicia).

O ECO Vinci assim como o FUTI, visam revolucionar a mobilidade urbana. O Tesla Roadster quebrou o preconceito de fracas performances e baixa autonomia em veículos eléctricos. Esperemos que o Nissan Leaf, marque um ponto de viragem para a massificação deste tipo de veículos.





O petróleo é uma energia renovável?

2 08 2009

O petróleo é uma energia renovável

Pode parecer absurdo, contraditório, descabido… mas na realidade o petróleo também é uma energia renovável, pois este também se renova mediante um ciclo conhecido pelo ciclo do carbono.

Nada nasce, nada morre tudo se transforma. Esta é a célebre frase descreve a lei de Lavoisier, (lei da conservação da massa) que é aplicável a toda a matéria, como por exemplo o carbono, um dos principais componentes do petróleo. Isto é, a soma de todo o carbono existente no globo terrestre é constante ao longo do tempo.

O carbono está presente no ar em forma de CO2, na terra em forma de matéria orgânica (seres vivos) e inorgânica (petróleo e derivados). O CO2 é emitido para atmosfera, resultado da respiração de seres vivos, da combustão de matéria orgânica e derivados do petróleo. Por outro lado o CO2 é absorvido pelos vegetais e fixado ao solo, por um processo conhecido como fotossíntese. Este ciclo de emissão e absorção de CO2, tem como nome de ciclo do carbono.

Com o elevado consumo de petróleo, o homem criou um desequilíbrio neste ciclo, emitindo muito mais CO2 do que aquele que pode ser absorvido. O excesso de CO2 cria o efeito de estufa, uma ameaça para a desertificação em zonas das florestas tropicais, implicando ainda uma menor capacidade de absorção.

Resumindo o petróleo é renovável! O consumo do mesmo, não é efectuado de forma sustentável, colocando em causa o equilíbrio do meio-ambiente. É imperativo diminuir drasticamente o consumo deste composto que é o petróleo para colocar um ponto de estabilidade no meio-ambiente e no bem-estar de gerações futuras.