Climatize a sua casa com o sol

30 09 2009

Climatize a sua casa com o sol

O aproveitamento optimizado da energia solar, pode possibilitar o ajuste da temperatura no nosso lar e mantê-la em patamares de conforto térmico quer de inverno, quer de verão. E podemos faze-lo da seguinte forma:

Se instalarmos uma basta área de painéis solares, associado a um termoacumulador devidamente dimensionados, é possível aquecer a casa, para além de ter água quente para uso doméstico. Em termos teóricos é possível termos aquecimento central e agua quente grátis durante o inverno recorrendo a energia solar. Na prática, verifica-se que estes sistemas não são economicamente viáveis. Contudo, podemos atingir um ponto de equilíbrio ao dimensionar o nosso sistema de climatização, recorrendo a uma fonte energética auxiliar, que funcionaria nos dias mais frios e de menor incidência de radiação solar. Evitando assim desperdícios de energia e um elevadíssimo custo inicial.

Este tipo de sistema consegue de facto reduzir a nossa dependência energética do exterior (nomeadamente de combustíveis fósseis) e contribuir para a diminuição de gases com efeito de estufa. Contudo apresentam um grande senão: Durante o verão, a abundância de sol aliado a desnecessidade de aquecer a casa, originam um grande desperdício de energia. Este senão aliado a necessidade de um elevado investimento inicial para a aquisição de um sistema integrado de aquecimento central + AQS, deixam este tipo de solução praticamente fora-de-jogo.

Contudo poderão surgir soluções que visam colmatar a falha que é o excesso de água quente produzida no verão nos sistemas anteriormente referidos. Por exemplo, se adicionarmos ao nosso sistema de aquecimento com painéis solares, um chiller de absorção, conseguiremos transformar água quente em fria (ler aqui). Deste modo, poderemos ter um sistema que aproveita o sol para aquecer e arrefecer água em função das necessidades.





Polémicas sobre o Irão (parte 2)

29 09 2009

missil

Casualidade ou não ontem o Irão volta a ser notícia de destaque em termos internacionais. Desta vez pelo censurável acto de testar um míssil de longo alcance. Nunca apoiei, nem apoiarei a utilização de armas como meio de pressão política. Por outro lado, é penoso ver a dualidade de critérios no qual se mergulha a nossa sociedade. Se um país como o Irão faz um teste deste género é um acto de terrorismo, se os EUA ou outro país da NATO fazem os mesmos testes, é um acto a prol da para a manutenção da paz no mundo. O termo guerra associado a manutenção da paz é contraditório e carece de sentido.

Esta notícia condicionou certamente a linha de raciocínio para este artigo, contudo o que queria focar é outro facto controverso e contraditório. Porque que um pais rico em petróleo precisa apostar em energia nuclear? Esta questão reforça no seio da comunidade internacional, que a aposta na pesquisa do enriquecimento do urânio tem apenas fins bélicos. É verdade, contudo poderemos ter outra análise que não deixa de ser também lógica e válida. Se a OPEP trabalha sob uma política de sigilo e não consegue aumentar a produção do petróleo, pode ser um claro indicador que os países produtores e exportadores de petróleo, não tem capacidade para satisfazer a crescente procura de petróleo. Ou seja, o fim da época do petróleo barato, poderá estar para breve! O Irão ciente da necessidade de energia barata e de continuar a exportar, aposta noutra fonte de energia barata: a nuclear, mantendo o equilíbrio na economia local, assim como as receitas provenientes da exportação do petróleo.

O diálogo é a base do entendimento entre países com culturas demarcadamente diferentes, que poderão potenciar conflitos bélicos, se não se actuar na base do diálogo. Os interesses e o dinheiro são cancros que corroem a sociedade.





Polémicas sobre o Irão (parte 1)

26 09 2009

FRahmadinejad

Este país encontra-se no ponto de mira da comunidade internacional, devido ao controverso programa nuclear apresentado pelo regime encabeçado pelo controverso Mahmoud Ahmadinejad. O ponto que tem causado mais polémica, é o facto de se recorrer a tecnologia de enriquecimento de Urânio geralmente utilizada para fins bélicos. Segundo o governo do Irão, o programa nuclear é exclusivamente para fins pacíficos, isto é, para produção de energia. A comunidade internacional encabeçada pelos EUA alimentam a possibilidade de Teerão estar a produzir bombas atómicas.

Numa primeira análise a informação que circula em força pelos meios de comunicação social parecem coerentes, contudo para os mais atentos existem inconsistências. É verdade que possuir armas nucleares é uma ameaça. Até aqui tudo certo, mas agora pergunto-me, se os países que possam vir ter armas nucleares são uma ameaça, os que efectivamente as tem porque não o são?

Estou a falar da Coreia do Norte que não só possui armas nucleares como já tem vindo a efectuar testes nucleares. Contudo o caso da Coreia do Norte, passou para um segundo plano, dando-se maior realce ao caso de Teerão. Os EUA por seu lado já consideraram uma intervenção militar no Irão do género da que se passou no Iraque, mas nunca se falou em intervir militarmente na Coreia do Norte que oficialmente representa uma ameaça.

Eu nunca fui, nem nunca serei a favor da guerra. Mas algo de estranho se passa com este mediatismo e esta pressão liderada pelos EUA sobre o regime de Teerão. Alguém ainda se lembra da invasão do Iraque e em que moldes foi efectuada? Foram as supostas armas de destruição massiva que nunca foram encontradas e os EUA afirmaram que as mesmas existiam e que representavam um serio problema para a manutenção da paz no mundo. Contudo, este caso ficou completamente abafado, para criar a mesma psicose na opinião pública sobre que Irão representa uma séria ameaça.

Agora vou apresentar a palavra-chave no meio disto tudo: o Petróleo! Existe um claro interesse por parte dos EUA controlar o maior negócio do mundo, o do petróleo e por curiosidade o Iraque e Irão representam o segundo e o terceiro maior produtor de petróleo respectivamente. Por outro lado, a Coreia do Norte não tem petróleo…

Não passa de uma teoria ou talvez mesmo uma conspiração, mas acredito pouco em coincidências quando há muita coisa envolvida em jogo!





O rumo da política em Portugal

21 09 2009

O rumo da politica em Portugal

Actualmente estamos a meio da campanha para as legislativas e a uma semana das eleições. Neste acto eleitoral participarão 13 forças políticas e todas elas tem um ponto em comum: Ideias pouco claras daquilo que realmente podem aportar mostrando um certo sensacionalismo no programa político.

Centralizar o TGV como principal assunto a discutir entre as duas maiores forças partidárias nacionais, não vai fazer com que o eleitorado fique esclarecido sobre o que realmente estas forças politicas podem aportar. Claro que Portugal não se rege por um sistema bipartidário, mas se estes dois partidos, que actualmente representam cerca de 2/3 do eleitorado, centra-se numa questão” banal”, podemos extrapolar e concluir que a baixa qualidade das campanhas políticas, apenas poderão dar vantagem a abstenção.

Enquanto a política em Portugal anda aos “esses”, o caminho está a vista de todos e resume-se a pouca coisa a nível de propostas eleitorais. Basicamente os políticos deveriam apresentar propostas para um desenvolvimento sustentável e lutar a prol de uma sociedade mais justa, igual e equilibrada.

A política a nível energética em Portugal e na Europa é uma prioridade! Centralizar esforços a prol de uma diminuição drástica do consumo de combustíveis fósseis é vital para a manutenção da economia e do meio ambiente. O cenário real da energia e do ambiente é pouco conhecido por lobbies que andam a volta destes assuntos. Contudo dediquei um artigo sobre a dependência do petróleo causas e efeitos (aqui) e outro sobre alterações climatéricas muito resumido (aqui).

Se a energia é a palavra-chave para o desenvolvimento sustentável. Questões de índole social têm que ser abrangidas!

“Liberté, Égalité, Fraternité”, foi sobre este lema que nasceu a república francesa, o primeiro exemplo de democracia moderna na Europa. Passados mais de 200 anos, este lema é uma miragem! Trabalhar no sentido de igualdade de direitos e apostar em políticas que possam unir o povo em vez do tentar dividir é o caminho a seguir a prol de uma sociedade melhor!





E se o petróleo custasse $500 o barril?

13 09 2009

E se o petróleo custa

Para muitos pode parecer um cenário fantasioso, mas para os conhecedores do mercado do petróleo este cenário poderá acontecer algures entre 2015 a 2050. A dificuldade em calcular do quando este “boom” possa acontecer, deve-se ao facto de no mercado do petróleo, não existir a palavra transparência e ninguém consegue avaliar com precisão o estado das reservas do petróleo.

O que é conhecido é que a procura do petróleo continua a aumentar e a produção do mesmo tem dificuldades em seguir essa crescente procura, pressionando a uma subida de preços. Enquanto as principais explorações de petróleo conseguirem abastecer o mercado continuaremos a ter petróleo “barato”, contudo, quando as principais reservas de petróleo entrarem em declínio a produção cairá e os preços dispararão para valores que poderão rondar os $500/barril.

A dependência do petróleo é tão elevada que se não estivermos preparados para esta realidade, a humanidade cruzará a maior crise económica e social de toda a história. Já se imaginam pagar 500€ para atestar o depósito? Mas isso não é o mais preocupante! Os preços de todos os bens estão indexados ao petróleo, vistos que o custo da distribuição de todos os bens aumentará exponencialmente e pagaremos muito mais por bens de primeira necessidade. Já alguém imaginou pagar 1€ por uma unidade de pão?

Com o preço elevado do petróleo acaba a época da energia barata. O custo da electricidade disparará, a água também, os transportes públicos, a gasolina e o gasóleo… resumidamente todos os bens aumentarão drasticamente de preço. Como a crescida do preço dos combustíveis, a população terá dificuldades em deslocar-se o desemprego aumentará, paralelamente o poder de compra diminuirá abruptamente. Neste cenário não só entraremos na maior recessão económica alguma vez imaginada, como surgirão problemas de índole social, como fome, um incremento na criminalidade ou seja o fim do mundo civilizado.

Mas poderemos evitar esse cenário?

Vai depender do tempo que tenhamos, mas acredito que sim! poderemos subsistir a última crise do petróleo. O caminho passará por uma aposta fortíssima nas energias alternativas e apostar numa maior eficiência energética. Em termos de produção de energia, não só passará por recorrer as conhecidas energias renováveis, teremos que contemplar a energia de cissão nuclear e desenvolver rapidamente a grande alternativa de energia limpa e barata: a fusão nuclear.





Proibir é solução?

10 09 2009

Proibir é solução

Proibir, foi a “solução” encontrada para resolver “focos infecciosos” dentro de um determinado meio sociocultural. Mas será proibir a solução? Por vezes proibir pode tornar-se num incentivo a transpor um obstáculo. Mas não só! Proibir pode fazer surgir outros problemas, como por exemplo: Máfias, clandestinidade, ilegalidade…

Se Proibir não é a solução qual é a solução?

A solução é legalizar que não deve ser confundido com liberalizar. Legalizar é fazer determinada actividade de forma controlada que não deve prejudicar terceiros. Esta é o verdadeiro significado de legalizar e pode ser o caminho a adoptar para a maior parte dos problemas que continuam a ser cancros no seio da sociedade o proibido.

Recentemente tivemos em tema controverso no seio da sociedade, o qual foi resolvido recorrendo a um referendo: A interrupção involuntária da gravidez (IVG). A legalização da IVG, permitiu as mulheres tomarem essa decisão com o devido acompanhamento médico e psicológico de praticarem o aborto. Por outro lado, a legalização da IVG, contribuiu para combater as Máfias associadas ao “aborto clandestino”, que a troca de uma avultada quantia de dinheiro, sem condições básicas de higiene e sem nenhum tipo de acompanhamento psicológica praticavam este acto ilícito.

Dois dos grandes problemas da sociedade são a Droga e a Prostituição. Nos moldes de proibição em que estes operam, tornam-se verdadeiros “cancros sociais” e negócios lucrativos para as máfias que operam com o tráfego de droga e o tráfego humano.

Será que manter os olhos fechados a estes problemas e continuar a proibir seja o caminho a seguir?





Hugo Lagido candidato a Assembleia de Freguesia de Vila Praia de Âncora

6 09 2009

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Ter a possibilidade de estar integrado numa equipa jovem dinâmica e que luta por um futuro e uma vila melhor é sempre um desafio aliciante. Foi nessa perspectiva que aceitei a proposta para pertencer as listas do Partido Socialista para a Assembleia de Freguesia de VPA.

Acredito na democracia, no envolvimento das pessoas para construir e lutar por um desenvolvimento controlado e sustentável da nossa terra. Está na hora de entregar a vila aos Ancorenses e acabar com os lobbies políticos na nossa Vila.

Eu não peço votos, prefiro apelar a que as pessoas participem activamente na vida politica, dêem a sua opinião e as suas propostas, eu e a restante equipa estaremos dispostos a ouvir opiniões e coloca-las no manifesto eleitoral.

Força Vila Praia de Âncora!