Para além da energia eólica

29 04 2009

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Poderia escrever um pesado e maçudo artigo sobre energia eólica recorrendo aos meus apontamentos, contudo prefiro recorrer a filosofia que tenho mantido neste blog e apresentar o assunto de uma forma perceptível e critica na vertente construtiva.

Em Portugal a energia eólica tem uma implantação considerável, basta olhamos para os nossos montes e observamos os gigantes de três pás a girar. Algumas pessoas se questionaram porque os aerogeradores estão nos montes são gigantes e porquê tem três pás?

Os aerogeradores são preferencialmente instalados nos altos devido ao factor de concentração do vento, se uma determinada massa de tem que ultrapassar um monte, este passara com uma velocidade maior na zona do alto. Assim sendo, o nosso aerogerador conseguira extrair mais energia do vento. Outro ponto a salientar, é o facto de nos altos existe menos obstáculos e rugosidade do solo é menor logo teremos mais “vento”.

A tendência dos aerogeradores é cada vez ser maiores, mas porquê? Tem várias vantagens. A mais importante é que a relação da energia que extraímos em relação ao comprimento da pá é quadrática, isto é, se aumentarmos a dimensão da pá para o dobro a energia extraída será 4 vezes maior. Outra vantagem é a altura, quanto mais alto, maior é a velocidade do vento. Por sua vez, a relação da energia com a velocidade do vento também é quadrática. Por último posso salientar que o facto de termos aerogeradores maiores, diminuímos o número de unidades a instalar num parque eólico, diminuindo o impacto visual dos parques eólicos.

Por último o porquê das três pás. A solução ideal é ter o mínimo de pás possível, pois as pás geram turbulência atrás de sí, se as pás estiverem muito próximas, são afectadas aerodinamicamente umas pelas outras. As soluções de termos uma ou duas pás, são soluções estruturalmente pouco interessantes, assim sendo, a solução ideal passa por optar por três pás.

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Cultura Financeira

27 04 2009

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A gestão de orçamentos familiares e de pequenas e micro-empresas por vezes não é o mais adequado por falta de cultura financeira. Em artigos anteriores, coloquei de uma forma superficial as causas da crise económica e inclusive alguns artigos como relançamento da economia e produto em tempo de crise.

Mas afinal o que é a cultura financeira? No fundo é conseguir descobrir produtos financeiros aliciantes, negócios lucrativos, conseguir manter um bom equilíbrio orçamental e sobretudo não ser enganado.

Os bancos são especialistas em iludir investidores em produtos de fraca prestação mediante um exercício de matemática financeira, contudo existem normativas em termos de taxas de juro, estou nomeadamente a falar da TAE (taxa anual efectiva), quando quisermos comparar produtos financeiros teremos que procurar a TAE que por vezes surge em letras pequenas no rodapé do cartaz, apresentando um valor irrisório quando falamos de investimento.

Nos empréstimos também termos que prestar atenção a alguns pontos. Quando falamos de empréstimos a taxa variável, teremos que procurar o spread mais baixo possível, contudo o spread não é por si só o mais importante! Quando contrairmos um empréstimo, deveremos procurar pagar a dívida no menor tempo possível (apesar da prestação subir). Se optarmos por um período longo para abater a dívida e apesar de termos uma prestação menor, na realidade pagamos mais juros, sendo que no período inicial, praticamente pagamos juros e não abatemos a dívida.

Outro conselho que pessoalmente é apenas contrair empréstimos para bens essenciais e cujo valor económico se mantenha ou possa vir a aumentar (imóveis por exemplo). Por outro lado é absurdo contrair empréstimos para informática, electrodomésticos, hi-fi entre outros. Dentro do possível devemos evitar contrair empréstimo para a adquisição de um automóvel.





Utilização eficiente de Termoacumuladores

25 04 2009

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Estes dispositivos são os cilindros de aquecimento de água presentes em muitas casas. É caracterizado como sendo um dispositivo de elevado consumo energético. A escolha e utilização correcta do termoacumulador podem levar a poupanças energéticas significativas.

Hoje em dia existem termoacumuladores programáveis que possibilitam uma fácil regulação do mesmo. Os modelos mais antigos obrigarão ao utilizador ligar e desligar de modo a conseguir reduções na factura energética.

A primeiro ponto que devemos ter em atenção ao comprar um equipamento é a dimensão. Se o equipamento for sobredimensionado e desadequado a dimensão do agregado familiar, vai implicar elevados consumos energéticos, pois a maior superfície de contacto com o exterior vai implicar maiores perdas.

O segundo passo é escolher o local. O termoacumulador deve ser colocado num local quente próximo da cozinha e casa(s) de banho, para minimizar o comprimento da canalização necessária e diminuição das perdas de calor. Nunca instalar numa cave não aquecida.

A utilização também é um ponto fundamental, a temperatura ideal de funcionamento é de 55ºC e deveremos ligar o termoacumulador uma hora antes do banho. Inclusive poderemos ter o cuidado de colocar o termoacumulador a funcionar em horas de vazio, caso tenhamos tarifário bi-horário.





Barack Obama impulsiona as energias renováveis

22 04 2009

 

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Barack Obama tenciona marcar uma viragem a 180º no que se refere a politicas energéticas. A aposta forte em fontes de energia limpa passa a ser uma prioridade para o Estado Norte-Americano e uma forma de relançar a economia.

O pacote de estímulo económico inclui 39 mil milhões de dólares (28,6 mil milhões de euros) para o Departamento da Energia e 20 mil milhões de dólares (14,7 mil milhões de euros) para incentivos fiscais para a energia renovável.

No passado dia 25 de Março a respeito da política energética Barack Obama disse: “Já vimos o suficiente. Podemos continuar a ser líderes mundiais na importação de petróleo ou podemos tornar-nos líderes mundiais na exportação de energias renováveis»

Esperemos que as restantes potências mundiais sigam o exemplo no que se refere a politica energética.





Poupanças em tempo de crise

21 04 2009

 

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Com a taxa Euribor baixa e a instabilidade da bolsa, o cenário é o menos adequado para as poupanças. Contudo existem alternativas! A primeira já tinha citado: os PPR. Contudo ainda existe outra opção: os fundos de investimento de obrigações a taxa fixa.

 

Este tipo de fundos de investimento apresenta maior rendimento quando a taxa Euribor desce. Pois compramos um conjunto de obrigações que foram negociadas a taxas de juro superiores, ao descer a taxa de juro de referência (Euribor), este produto terá uma maior rentabilidade.

 

Link do BPI (aqui)

 

 





Energia nas empresas

19 04 2009

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A maior parte das empresas em Portugal não tem preocupações com o consumo de energia. Uma correcta estratégia na utilização de recursos energéticos, por parte das empresas, significa poupanças significativas em termos de factura energética e diminuição de emissões de gases com efeitos de estufa.

Quando se fala de energia, o universo é basto e diversificado. Contudo, vou-me então focar no tipo de energia mais comum: a electricidade.

Como podemos diminuir a factura eléctrica? Ao longo do blog tenho deixado algumas dicas como optimizar o consumo a nível doméstico. A nível empresarial as medidas não diferem muito contudo é necessário seguir uma metodologia de modo a obtermos resultados. Que é a seguinte:

  1. Levantamento das necessidades energéticas – Consiste em saber exactamente quanta energia gastamos e qual é o pico de potência.
  2. Actuar nos pontos onde estamos a consumir em excesso – A nível de equipamentos industriais é difícil encontrar equipamentos energeticamente mais eficientes, as alternativas sentarão sobretudo na climatização, iluminação e equipamentos informáticos.
  3. Estudar o tarifário mais adequado – Actualmente existem várias alternativas e sabendo os consumos a nível de potência e energia e tendo por base o levantamento de consumos energéticos, estamos em condições para escolher o tarifário que se adeqúe as necessidades.

Em temos de crise, é essencial recortar nas despesas nas empresas, uma optimização energética pode ser um dos caminhos a seguir.





PPR

15 04 2009

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Estas três siglas significam Plano Poupança Reforma e é um produto financeiro que não se limita a servir como um complemento a reforma. Actualmente surge como o único produto financeiro aliciante pois a baixa taxa euribor, condiciona as prestações dos depósitos a prazo e o mercado de valores mobiliários (bolsa) anda em fracas andanças.

Mas afinal quais são as vantagens dos PPR? O PPR para além de servir como um complemento a reforma, apresenta uma melhor rentabilidade quando comparada com outros produtos financeiros semelhantes e tem benefícios fiscais no IRS.

Só posso recorrer ao dinheiro quando atingir a idade da reforma? Esse é um preconceito que afasta muitos potenciais investidores deste produto financeiro, pois podemos recorrer ao PPR em caso de doença ou desemprego sem qualquer tipo de sanção. Por outro lado, se quisermos reaver o dinheiro em qualquer momento sem nenhum motivo dos anteriores citados, também é possível, teremos é que devolver os benefícios fiscais ao estado caso tivermos declarado no IRS.